Denúncia ao Ministério Público – Nokia não oferece garantia nem peças de reposição

Segue abaixo cópia da denúncia que encaminhei ao Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça de Tutela Coletiva do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro:

Prezados Promotores,

em 08/02/2008, adquiri em mercado nacional [1] um fone de ouvido bluetooth estéreo modelo BH-501, da Nokia, por R$ 249,00. Tal fone tem por característica principal a utilização de radiofrequência para comunicação com o aparelho emissor de sons, no caso um celular, não utilizando-se de fios. O fone se fixa na cabeça através de hastes plásticas sobre o ouvido [2]. Mais detalhes na página do produto no site do fabricante [3, 4]. Segundo o fabricante, o aparelho tem 12 meses de garantia, sendo os 3 primeiros meses a garantia obrigatória por lei e os 9 meses subsequentes uma garantia extra por conta própria. Após algumas semanas de uso, o aparelho passou a apresentar rachaduras na haste plástica que se fixa sobre o ouvido; eventualmente no fim de março – menos de 2 meses depois – as hastes plásticas quebraram, inutilizando o aparelho.

Apesar de vender o aparelho em mercado nacional, a fabricante oferece garantia legal apenas para aparelhos celulares [5], fato que também foi verificado na assistência técnica [6], na qual fui informado pela atendente de que a empresa não oferece garantia para acessórios (o termo acessório poderia ser interpretado como acessório conjunto a um aparelho celular, sendo que adquiri o aparelho separadamente) nem teria peças de reposição do mesmo.

Como considerei isto uma afronta clara ao Artigo 32 da Lei n.º 8.078/90 [7] (Código de Defesa do Consumidor), entrei com um processo contra a fabricante no Tribual de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, ainda em andamento, de número 2008.001.164131-3. Entretanto, recentemente descobri um grupo de pessoas em uma comunidade na internet que tiveram o mesmo problema [8, 9, 10, 11, 12]. A situação chega ao absurdo de discutir qual seria o melhor tipo de cola para consertar o aparelho. Pude notar que, na maioria dos casos, a quebra ocorreu naturalmente, se constituindo um vício de fabricação. De qualquer forma, mesmo que o dono do aparelho tivesse deliberadamente quebrado-o, não tendo direito à garantia, ainda assim deveriam haver peças de reposição para que o mesmo fosse consertado mediante um determinado custo.

Sendo assim, gostaria de que os senhores, se possível, tomem providências cabíveis para acabar com este abuso por parte da empresa.

Atenciosamente,

Arlindo Pereira

1: Na loja Celular Station, nome fantasia de 333 Comércio e Comunicações Ltda., localizada na Avenida Rio Branco, 156 lj. 318 – Rio de Janeiro/RJ
2: Veja a foto: http://www.flickr.com/photos/nighto/2277752746/
3: http://www.nokia.com.br/bh-501/
4: http://www.nokia.com.br/A4524827
5: http://www.nokia.com.br/suporte-e-software/assistencia-tecnica-e-reciclagem
6: PLL Nokia, localizada na Rua Santa Luzia, 651 lj. B – Rio de Janeiro/RJ
7: “Os fabricantes e importadores deverão assegurar a oferta de componentes e peças de reposição enquanto não cessar a fabricação ou importação do produto.”
8: http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=45897688
9: http://www.orkut.com.br/Main#CommMsgs.aspx?cmm=45897688&tid=5292957042621443141
10: http://www.orkut.com.br/Main#CommMsgs.aspx?cmm=45897688&tid=5260040876848173327
11: http://www.orkut.com.br/Main#CommMsgs.aspx?cmm=45897688&tid=2597293436179495708
12: http://www.orkut.com.br/Main#CommMsgs.aspx?cmm=45897688&tid=5294431496304225349

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Seu fone bluetooth BH-501 quebrou? Processe a Nokia!

Antes de mais nada, sou Nokia de carteirinha. Já tive um Nokia 5125, Nokia 3310, Nokia 6600 e hoje sou o feliz proprietário de um Nokia N95 e um Nokia N800. Mas com o fone bluetooth estéreo Nokia BH-501 eles pisaram na bola legal. Este post é uma continuação de “Problemas com a Nokia” e “Problemas com a Nokia Parte 2“.

Pois bem, comprei meu fone em 08/02/2008 um BH-501 numa loja num shopping por R$ 249,00. Após um mês de utilização normal, o fone começou a apresentar rachaduras nas hastes. No fim de abril uma das hastes quebrou, inutilizando o aparelho.
Considerando que o aparelho tinha um defeito vicioso – nunca o deixei cair ou sofrer qualquer tipo de dano, levei na assistência técnica, que se negou a fazer o conserto, seja sob a garantia ou pagando à parte. Peguei deles uma declaração de que a Nokia não consertaria (Ordem de Serviço) e no dia 30/06/2008 me dirigi ao Juizado Especial Cível, vulgo PROCON.

O processo é simples, você chega, leva a nota fiscal do aparelho e alguma prova de que o fabricante se recusou a realizar o serviço (no caso, a Ordem de Serviço da autorizada) e pede para abrir uma Ação de Responsabilidade Civil contra a empresa fabricante. Então preenche um papel em que relata o acontecido (posso citar o meu, se alguém quiser se inspirar) com o auxílio de um estagiário do cartório e escolhe um valor de indenização. Escolhi R$ 2.000,00. Foi então marcada uma audiência para o dia 03/09/2008.

Neste dia, encontram-se as partes (você e o advogado da Nokia) e o juiz, ou um substituto deste. Na audiência, você relata o acontecido. O advogado da Nokia achou o valor muito alto e sugeriu R$ 300,00, eu disse que não aceitava, comprei o fone justamente para não andar com um telefone caro (N95) à mostra, que sempre fui comprador da empresa etc., e consegui subir o valor para R$ 400,00, à serem pagos pela empresa em até 20 dias úteis, com 30% de multa em caso de descumprimento do prazo, e que assim que eu recebesse o valor, deveria retornar o fone para a Nokia, ou mais especificamente para o escritório de seus advogados.

Pois bem, nossa justiça é morosa, burocracias à parte, ainda não recebi meu dinheiro, mas provavelmente isto acontecerá em breve (assim espero!).

O número do meu processo é 2008.001.164131-3, vocês podem verificar o status dele em http://srv85.tj.rj.gov.br/consultaProcessoWeb/consultaMov.do?numProcesso=2008.001.164131-3&acessoIP=internet.

O andamento do processo foi o seguinte:
30/06/2008 – Distribuição Dirigida
01/07/2008 – Digitação de Documentos
03/09/2008 – Audiência de Conciliação
04/09/2008 – Conclusão ao Juiz – Juíza Marcia de Andrade Pumar
04/09/2008 – Sentença:
“HOMOLOGO O ACORDO ajustado entre as partes para que produza seus efeitos legais e, em consequência, JULGO EXTINTO O PROCESSO, com resolução do mérito, nos termos do art. 269, III do CPC. Sem ônus sucumbênciais, na forma do art. 55 da L 9099/95.. Em caso de pagamento mediante guia de depósito judicial, expeça-se mandado de pagamento, independente de nova conclusão. Com o cumprimento integral da obrigação, dê-se baixa e arquivem-se. P.R.I.”
08/09/2008 – Aguardando Cumprimento de Obrigação
12/09/2008 – Aguardando Cumprimento de Obrigação
16/10/2008 – Juntada (Pelo o que eu entendi (não sou da área de direito), juntada é quando a empresa não paga “por bem” e eles irão retirar diretamente da conta através de medida judicial junto ao Banco Central)
12/12/2008 – Conclusão ao Juiz – Juíza Marcia de Andrade Pumar (sim, aparentemente a juntada deve passar por outro juiz…)
19/12/2008 – Despacho – “Penhore-se online.”
09/01/2009 – Despacho – “Procedida a penhora on line. Aguarde-se resposta no sistema BACEN.”
23/03/2009 – Conclusão ao Juiz – Juiz Brenno Cruz Mascarenhas Filho (outro juiz…)
23/03/2009 – Decisão Intrelocutória – “1) Penhorados R$520,00 (fls. 28/30), oficie-se ao Banco do Brasil, para que informe o saldo disponível. 2) Intime-se a parte ré para, em 15 dias, oferecer embargos.”
01/04/2009 – Recebimento / Enviado para publicação.

Então teoricamente deveria ter R$ 520,00 na minha conta. Ainda não apareceu, mas deve acontecer em até 15 dias, se não aparecer eu devo tirar um extrato da conta e tirar satisfações. Vou perguntar se é possível cobrar correção monetária.

=====

Bom, é isso. Sugiro que todos façam o mesmo, podem usar o número do meu processo como procedência. Se for necessário, me comprometo em enviar para quem quiser os documentos anexados ao meu processo para usar de prova.

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Morrer na contramão

Repost do Nosso Quintal. Leia também o texto de Mario Amaya.

Capacete Vermelho. A marca da Márcia

Capacete Vermelho. A marca da Márcia

Ontem, dia 14 de janeiro de 2009, caiu na paulista uma certeza. A certeza de que podemos controlar a realidade. A certeza de que, munidos de ideais e boa vontade, podemos, sozinhos, influenciar os que estão à nossa volta e trilhar um caminho que beneficie a todos. A certeza de que não podem nos derrubar.

Caiu, às 11h50 desta quarta-feira, Márcia Regina de Andrade Prado. Ciclista, amiga, companheira de cicloviagens e Bicicletada. Mas, acima de tudo, uma pessoa que lutava para tornar a vida de todo mundo, inclusive a do motorista de ônibus que a atropelou, melhor.
Essa morte, mais do que as dos outros 84 ciclistas em 2006 ou os 2 pedestres diários nesta cidade, trouxe a realidade brutal para mais perto do meu mundo. Primeiro, porque era alguém que eu conhecia e queria bem. Quando a conheci, ela parava sua bicicleta Peony azul, a mesma que a acompanhou na última pedalada, no paraciclo do Sesc Ipiranga, sem tranca. Quando perguntei por que, ela respondeu que assim, quem passasse acharia que ela estava por perto. Coisas da Márcia.
Outro motivo é que sua morte aconteceu no meu trajeto diário. Todos os dias pela manhã eu passo ali. Todos os dias pela manhã eu enfrento os mesmos motoristas de ônibus, motociclistas e motorizados em geral. Todos os dias eu corro os mesmos riscos.

Podia ser eu.

Porque além de tudo, Márcia era uma ciclista já acostumada ao trânsito, sabia se impor, tomar conta da faixa quando necessário, sabia respeitar e demandar respeito. E ainda assim, alguém que disse “estar com a consciência tranqüila”, passou por cima de seu frágil corpo. Corpo este que ficou 4 horas sobre o asfalto quente e depois sob chuva forte até que fosse retirado do local.

Eu não vou postar aqui as diversas notícias sobre o assunto. Para isso, há o Google. Só vou dizer que, em 90% delas, o assunto era, já na chamada o trânsito causado por um atropelamento de ciclista. Um mísero quilômetro de vias congestionadas pela morte de uma pessoa. Por mim, a cidade parava.

Não vou parar de pedalar. Muito menos pararei de lutar por esse mundo melhor. Porque eu quero construir um lugar em que as pessoas que eu amo possam andar e pedalar pelas ruas sem que eu tema por suas vidas. E só nesse dia eu vou descansar.

Finalizo este post com o último e-mail enviado por ela. Ironia das ironias, ela comentava a atual campanha nacional de educação no trânsito. Uma campanha que, do meu ponto de vista e de muita gente, é covarde ao delegar a segurança ao atropelado e não punir o real culpado: o motorista. Os vídeos você vê no Youtube.

Também não gostei. Principalmente do clima de fantasia para falar de “acidentes” de trânsito. Além de concordar que a campanha transfere a responsabilidade para o pedestre…

Sou a favor de campanhas impactantes, como aquele vídeo que alguém postou mostrando “acidentes” e questionando se eram acidentes mesmo.

E que aquele lindo texto da resolução 166 saia do papel e tenhamos educação para o trânsito nas escolas.
Abs,
Márcia


O Capacete que ela usava é o mesmo que eu uso, à propósito.

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Uma breve dica sobre HDs de backup

O espaço no seu computador está acabando, e você vai todo serelepe comprar um HD de 1 TB. Disco instalado, tem de fazer o particionamento. No Linux, geralmente utilizamos partições ext3 para tal. Assim, você abre o GParted:

captura_de_tela-dev-sdc-gparted

Que o HD tinha 931.51 GiB ao invés de 1000, isso você já sabia. Ou não? Isso acontece porque os fabricantes são sacanas e projetam os HDs com múltiplos de base 10, ao invés da base 2, o que seria o correto. Assim, um HD de 1 TiB deveria ter 1 (byte) x 1024 (kilo) x 1024 (mega) x 1024 (giga) x 1024 (tera) =  1.099.511.627.776 bytes, mas na verdade eles botam 1.000.000.000.000 bytes, o que fazendo as divisões dá: 1.000.000.000 / 1024 = 976.562.500 kiB / 1024 = 953.674,32 MiB / 1024 = 931,32 GiB.

Disputas de nomenclatura à parte, você divide o disco em apenas uma partição e a formata como ext3. Alguns minutos depois, a operação está concluída:

captura_de_tela-dev-sdc-gparted-1

Como assim 14,81 GiB utilizados com nada, você se pergunta? Isto acontece porque, por padrão, o sistema ext3 separa 5% para o super-usuário (root), o que permite o boot mesmo em casos que o HD esteja lotado de pr0n arquivos do usuário, e ajuda a evitar a fragmentação. Isso é legal para a partição que o sistema está instalado, mas um desperdício de espaço numa partição de backup. Para corrigir isto, vamos a um terminal e:

sudo mkfs.ext3 -m 0 -L "label" /dev/sdxN

(Substitua o x e o N pela letra e número correspondente a sua partição.)

A flag -m representa a porcentagem de espaço reservado para o super-usuário.

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OpenStreetMap e GpsMid

Ano retrasado conheci um site muito interessante, o OpenStreetMap. Audacioso, o projeto se propõe a construir e manter um mapa-mundi semelhante ao Google Maps e afins (só o mapa, sem as imagens de satélite) porém com conteúdo unicamente postado por usuários e sob uma licença livre (GFDL). Enquanto certas cidades européias encontram-se mapeadas com fidelidade igual ou (frequentemente) superior às alternativas comerciais, aqui no Brasil ainda temos um esforço colaborativo a ser feito. Foi divertido mapear meu bairro. :)

De qualquer forma, o post do Rafael Rossignol Felipe no Br-Linux sobre o OpenStreetMap me introduziu o GpsMid, um programa feito em Java (J2ME) para exibir os mapas do OSM em seu celular. Além do fato de ser totalmente livre, o uso do GpsMid apresenta algumas vantagens, como o fato de exibir os mapas e traçar rotas offline, isto é, sem tráfego de dados. Sendo Java, serve para praticamente qualquer celular, testei aqui no meu N95 e funcionou perfeitamente.

A instalação ainda não é trivial, ou melhor, a geração do instalador, já que o programa utiliza os mapas offline que precisam estar embutidos dentro do arquivo .jar. Criei um com o mapa da cidade do Rio de Janeiro e arredores, cujo link para download está no fim do post.

Primeiro precisamos definir qual área do mapa queremos ter. Não é possível ter o mundo inteiro – para você ter uma idéia, o arquivo planet.osm, um XML que contém o mapa-mundi bruto, tem hoje 95 GB (ou 4 GB compactado em bzip2). O ideal então é pegar somente a cidade que você vive, ou a região a qual você vai. Neste exemplo, criei com a cidade do Rio de Janeiro. Como ainda não temos muita gente mapeando o Brasil, acredito que o país inteiro – ou melhor, o que há mapeado dele – não ocuparia mais que 50 MB, mas não experimentei. De qualquer forma, entre no OpenStreetMap e dê zoom até a região que deseja construir o mapa:

Rio de Janeiro no OpenStreetMapRio de Janeiro no OpenStreetMap

Enquanto isso, baixe o JOSM – Java OpenStreetMap Editor. Execute-o com java -jar josm-latest.jar. Vá na opção File > Download from OSM… e entre com o link do mapa, encontrado na parte inferior direita do mesmo (Permalink) ou, caso prefira, entre com a latitude e longitude de começo e fim, e clique em OK.

Fazendo download do mapa com o JOSM

O JOSM irá efetuar o download do mapa bruto e o exibirá na tela. Vá na opção File > Save e dê um nome qualquer com a extensão osm, como rio.osm. Alternativamente, você poderá efetuar o download do planeta inteiro, veja mais informações no Wiki do OpenStreetMap.

JOSM exibindo o mapa do Rio de Janeiro

De qualquer forma, tendo o mapa .osm em mãos, é hora de misturar o mapa com o GpsMid, utilizando o Osm2GpsMid. Baixe-o e execute-o com java -jar Osm2GpsMid-*.jar, selecione a área a ser incluída no programa utilizando o botão direito do mouse; em Openstreetmap data source escolha o mapa osm; em Midlet name digite algo ou deixe o padrão e clique em Create GpsMid midlet.

Osm2GpsMid

O programa irá criar dois arquivos, um .jad e um .jar, agora basta transferi-los para seu telefone, abrir o .jad e instalar. Confira o screenshot:

GpsMid-RioDeJaneiro

Se quiser experimentar e não quiser passar por todo o processo, baixe aqui o GpsMid-RioDeJaneiro.

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Convertendo FLAC para MP4 AAC

Edit: subi o script no GitHub.

Apesar de utilizar o Symbian OggPlay para tocar arquivos OGG e FLAC no meu N95, a não-utilização do player de música padrão da Nokia me impedia de usufruir de certas funcionalidades, como o scrobbling para o Last.fm (com o Mobbler), o AVRCP (controle das faixas com o fone bluetooth), integração com o Nokia Sports Tracker etc. Assim, resolvi converter minhas músicas em FLAC para AAC.

Por que AAC?
Ao contrário do MP3, o modelo de licenciamento do formato AAC é menos pior, permitindo a distribuição de músicas no formato, embora ainda haja a necessiade de (quebra de) patentes para binários dos codecs (codificadores e decodificadores). Além disso, a compressão é melhor que a do MP3, permitindo arquivos menores com qualidade semelhante.

Na verdade, o AAC foi criado para ser o sucessor do MP3. Todos os tocadores de música decentes o suportam, como iPods, a grande maioria dos celulares, videogames, dentre outros, tirando os players chineses MPn. Além disso, ele é o formato utilizado no ISDB-T(b), de forma que provavelmente esses arquivos tocarão (ou poderiam tocar…) nos decoders de TV digital.

Para criar e tocar arquivos AAC no Linux, existe a dupla FAAC e  FAAD2 (Free Advanced Audio Coder / Decoder). Para utilizá-los no Ubuntu, basta instalar os pacotes flac, faac e ubuntu-restricted-extras.

Os arquivos AAC possuem a extensão .aac, mas geralmente são encapsulados pelo container MPEG4 (para poder conter metadados), possuindo a extensão .mp4 ou .m4a.

Script flac2mp4
Assim sendo, criei um script para converter minhas músicas FLAC para MP4. Sua utilização é: flac2mp4 arquivo.flac capa.jpg A imagem é opcional. Segue o código do script:

#!/bin/sh

echo ""
echo "flac2mp4 - script de conversão de áudio FLAC para MP4 (AAC)"
echo "Por Arlindo \"Nighto\" Pereira"
echo ""

if [ "$2" ]
then
	flac --totally-silent -d -c "$1" | faac - -o "$(pwd)/$(basename "$1" .flac).m4a" \
	--title "$(metaflac --show-tag=TITLE "$1" | sed 's/TITLE=//g')" \
	--artist "$(metaflac --show-tag=ARTIST "$1" | sed 's/ARTIST=//g')" \
	--album "$(metaflac --show-tag=ALBUM "$1" | sed 's/ALBUM=//g')" \
	--year "$(metaflac --show-tag=DATE "$1" | sed 's/DATE=//g')" \
	--track "$(metaflac --show-tag=TRACKNUMBER "$1" | sed 's/TRACKNUMBER=//g')" \
	--genre "$(metaflac --show-tag=GENRE "$1" | sed 's/GENRE=//g')" \
	--cover-art "$2"
elif [ "$1" ]
then
	flac --totally-silent -d -c "$1" | faac - -o "$(pwd)/$(basename "$1" .flac).m4a" \
	--title "$(metaflac --show-tag=TITLE "$1" | sed 's/TITLE=//g')" \
	--artist "$(metaflac --show-tag=ARTIST "$1" | sed 's/ARTIST=//g')" \
	--album "$(metaflac --show-tag=ALBUM "$1" | sed 's/ALBUM=//g')" \
	--year "$(metaflac --show-tag=DATE "$1" | sed 's/DATE=//g')" \
	--track "$(metaflac --show-tag=TRACKNUMBER "$1" | sed 's/TRACKNUMBER=//g')" \
	--genre "$(metaflac --show-tag=GENRE "$1" | sed 's/GENRE=//g')"
else
	echo "Entre com o nome do arquivo para converter:"
	echo "flac2mp4 arquivo.flac [capa-do-disco]"
	echo ""
exit 1
fi

Para utilizar o script, salve-o com o nome de flac2mp4 e, num terminal, digite: chmod +x flac2mp4 && sudo mv flac2mp4 /usr/local/bin. Para converter todas as músicas de um disco (todos os arquivos de um diretório), pode utilizar da seguinte forma:

for i in *.flac ; do flac2mp4 "$i" capa.jpg ; done

Fontes:

Edit: troquei a extensão do arquivo gerado de mp4 para m4a para ficar semelhante ao arquivo gerado pelo iTunes ao ripar CDs e adicionei os pacotes flac e faac na lista de pacotes para utilizar o script no Ubuntu. (Em 28/02/2010)

Edit: adicionei uma subrotina de verificação para utilização sem imagem de capa de disco. (Em 01/03/2010)

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Controlando o XBMC com o LIRC

Olá, hoje vou falar sobre a minha recente experiência de utilizar controles remoto com o computador, utilizando o Linux e o LIRC. Realizei os procedimentos no Ubuntu 8.10 Intrepid Ibex, mas imagino que em outras distribuições o processo deva ser semelhante.

Você vai precisar dos seguintes equipamentos:

  • Espelho de portas serial e paralela

    Espelho de portas serial e paralela

    Um computador com uma porta serial livre. Porta serial é a famosa DB-9, uma portinha de 9 pinos que se usava o mouse antigamente. Verifique atrás do gabinete do seu computador se você tem essa porta, caso você não tenha, pode ser que a sua placa-mãe tenha a porta disponível onboard mas você não tenha o espelho como este ao lado (que foi o meu caso) ou não ter mesmo. Arranjar o espelho de porta serial pode ser um saco, eu consegui pegar de um computador antigo; talvez o mais fácil seja desativar a porta serial na placa mãe e comprar uma placa serial PCI como esta à venda no DealExtreme. Note que adaptadores USB-serial não servem.

  • Um receptor de infravermelho, como um destes (esquemático). Se você não quiser ter de soldar componentes eletrônicos, pode procurar por algum já pronto, no Mercado Livre tem alguns à venda.
  • Um controle remoto qualquer.

Com tudo isto, mãos a obra. Primeiro instalamos o LIRC:

sudo apt-get install lirc lirc-x

Na instalação do pacote, ele irá lhe perguntar três coisas: o modelo do receptor infravermelho, o modelo do transmissor infravermelho e o modelo do controle remoto. O receptor infravermelho do esquemático acima consta como “Homebrew Serial”, não estamos usando um transmissor infravermelho portanto “none”, e como estamos usando um controle remoto qualquer podemos escolher a opção “custom”.

Podemos testar se o sinal está chegando OK no transmissor com o seguinte comando:

sudo ln -s /dev/lirc0 /dev/lirc ; xmode2

Ao pressionar um botão qualquer no controle remoto, deverá aparecer uma seqüência de pulsos na tela. Alternativamente você poderá utilizar o mode2 em modo texto e ver um monte de números.

Caso não tenha funcionado até aqui, verifique se o cabo serial está OK e se o controle remoto está funcionando. Dica: aponte o controle remoto para uma câmera, por exemplo a de um celular, e verifique se há um feixe esbranquiçado no visor do mesmo. Isto acontece porque as câmeras (a maioria, pelo menos) consegue captar parte do espectro que não enxergamos.

OK, agora que sabemos que o receptor infravermelho está funcionando OK, precisamos configurar o LIRC para aceitar os comandos do controle remoto. Em outras palavras, é preciso pressionar cada botão e dar um nome para que o computador saiba quantos e quais botões existem. Fazemos isto com o comando:

sudo irrecord -d /dev/lirc0 meu-controle-remoto

O programa irrecord apresenta um passo-a-passo simples, onde você irá pressionar todas as teclas do controle remoto por um determinado tempo para que ele detecte como o controle remoto funciona (tecnicamente falando, qual é a seqüência de pulsos que ele emite), e então dará um nome para cada tecla e a pressionará. Faça isto com todas as teclas, mesmo que não pretenda utilizar todas.

Alternativamente, você poderá verificar se já existe o controle remoto que você está utilizando no banco de dados do LIRC. Se não existir, você poderá se quiser enviar o arquivo gerado pelo comando acima para poupar o trabalho de outras pessoas que poderão porventura utilizar o mesmo controle remoto que você.

Muito bem, agora que você tem o arquivo de configuração do controle remoto, seja gerado pelo irrecord ou baixado do site, vamos ativá-lo:

sudo mv meu-controle-remoto /etc/lirc/lircd.conf && sudo /etc/init.d/lirc restart

Podemos verificar se os comandos do controle remoto estão sendo reconhecidos com o comando:

irw

Agora que os botões já estão sendo reconhecidos, só precisa configurar os programas que deseja. No meu caso, eu só quis configurar o XBMC, neste caso o procedimento foi editar o arquivo /usr/share/xbmc/system/Lircmap.xml e adicionar ao arquivo XML, dentro da tag <lircmap>, a seguinte estrutura:

<remote device="nome do controle remoto">
	<comando do xbmc>nome do botão</comando do xbmc>
</remote>

Por exemplo, o meu arquivo /etc/lirc/lircd.conf está assim:

begin remote

  name  LG_6710V00090N
  bits           16
  flags SPACE_ENC|CONST_LENGTH
  eps            30
  aeps          100

  header       8992  4542
  one           529  1704
  zero          529   591
  ptrail        512
  repeat       8985  2294
  pre_data_bits   16
  pre_data       0x20DF
  gap          108095
  min_repeat      2
  toggle_bit_mask 0x0

      begin codes
          POWER                    0x10EF
          MUTE                     0x906F
          1                        0x8877
          2                        0x48B7
          3                        0xC837
          4                        0x28D7
          5                        0xA857
          6                        0x6897
          7                        0xE817
          8                        0x18E7
          9                        0x9867
          0                        0x08F7
          APC                      0xB24D
          TVVIDEO                  0xD02F
          MENU                     0xC23D
          CAPTION                  0x9C63
          VOLMINUS                 0xC03F
          VOLPLUS                  0x40BF
          CHMINUS                  0x807F
          CHPLUS                   0x00FF
          ENTER                    0x22DD
          FCR                      0x7887
          SLEEP                    0x708F
          EYEASTERISK              0xA956
          AUTOPRG                  0x2AD5
          MEMORYERASE              0xAA55
          REVIEW                   0x58A7
          MTS                      0x50AF
          PICTURE                  0x30CF
      end codes

end remote

E o meu /usr/share/xbmc/system/Lircmap.xml está assim:

<lircmap>
	<remote device="LG_6710V00090N">
		<up>CHPLUS</up>
		<down>CHMINUS</down>
		<left>VOLMINUS</left>
		<right>VOLPLUS</right>
		<pageplus>APC</pageplus>
		<pageminus>TVVIDEO</pageminus>
		<select>ENTER</select>
		<start>MENU</start>
		<info>CAPTION</info>
		<volumeminus>FCR</volumeminus>
		<volumeplus>SLEEP</volumeplus>
		<display>EYEASTERISK</display>
		<mute>MUTE</mute>
		<power>POWER</power>
	</remote>
</lircmap>

Antes de terminar, o quase-obrigatório vídeo de como ficou:

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Convertendo vídeos para o N95 no Ubuntu

Existem duas formas de converter vídeos com o Linux para um formato que o player de vídeo padrão do N95 consiga tocar, que são utilizando o FFmpeg e utilizando o MEncoder. Procurando no Google, a maioria dos tutoriais recomendam usar o FFmpeg, porém como a versão do dele no Ubuntu não vem compilada com os codecs que precisamos, temos de baixar o código-fonte e recompilá-lo, ao passo que utilizando o MEncoder isto não é necessário.

Antes de mais nada, instale o MEncoder (ou confira se ele está instalado):

sudo apt-get update && sudo apt-get install mencoder

Agora, entre na pasta do vídeo (neste exemplo vamos supor que ele está em ~), e entre com o comando:

mencoder -of lavf -lavfopts format=mp4 -oac lavc -ovc lavc -lavcopts aglobal=1:vglobal=1:acodec=libfaac:abitrate=128:vcodec=mpeg4:keyint=25 -ofps 25 -af lavcresample=44100 -vf harddup,scale=320:-3 -mc 0 -noskip video-original.avi -o video-convertido.mp4

Como o comando é gigantesco, vamos simplificar o processo. Entre com o seguinte comando:

sudo touch /usr/local/bin/n95enc && sudo chmod +x /usr/local/bin/n95enc && sudo gedit /usr/local/bin/n95enc

(Sinta-se livre para substituir o gedit pelo editor de sua preferência.) Na janela que se abrir, entre com o seguinte:

#!/bin/sh
mencoder -of lavf -lavfopts format=mp4 -oac lavc -ovc lavc -lavcopts aglobal=1:vglobal=1:acodec=libfaac:abitrate=128:vcodec=mpeg4:keyint=25 -ofps 25 -af lavcresample=44100 -vf harddup,scale=320:-3 -mc 0 -noskip "$1" -o "$2"

Salve e saia. Agora para converter os vídeos é só fazer como em:

n95enc video-original.avi video-convertido.mp4

Fonte: Xiaoka Notes

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Dia Mundial sem Carro

Anteontem, 22 de setembro, foi o Dia Mundial sem Carro. Sexta passada rolou a Vaga Viva, nossa versão do Park(ing) Day, aqui no Rio de Janeiro na esquina da Rua Senador Dantas com a Travessa dos Poetas de Calçada (que é um beco sem-nome no Google Maps e eu inclui no Open Street Map ;) ). A idéia da ação é utilizar o espaço que seria ocupado por um carro estacionado e transformá-lo num espaço de convivência; em suma, desprivatizar o espaço público.

(Foto por Transporte Ativo, ver mais fotos no álbum do Flickr)

Note o nosso carrinho simbólico no canto inferior direito. Assim não podiam reclamar que o espaço não estava sendo utilizado para estacionamento! ;)

Acontecendo na Travessa dos Poetas de Calçada, nossa Vaga Viva teve direto até, olha que luxo, um Poeta de Calçada:

E no Dia Mundial sem Carro, tivemos não só uma, mas duas bicicletadas! Uma de tarde, da Candelária até o Circo Voador passando pela Avenida Rio Branco:

E a outra de noite, no trajeto Botafogo-Laranjeiras-Praça do Pedivela (Lagoa):

(veja mais fotos no álbum do Flickr)

Para quem não ficou sabendo e quiser participar, sexta-feira tem mais! Não só nessa sexta, mas toda última sexta do mês às 18h rola Bicicletada, o ponto de encontro é na esquina da Praia de Botafogo com a São Clemente.

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Problemas com a Nokia, parte 2

Pois é, rolou a audiência com a Nokia que comentei num texto anterior. Para quem não acompanhou o texto anterior, comprei um fone bluetooth Nokia BH-501 em fevereiro, em março ele começou a apresentar rachaduras estruturais até que se quebrou; entrei em contato com a assistência técnica, que me disse que não consertariam por que a garantia não cobriria e porque não existem peças de reposição. Enviei de volta para a Nokia através da loja em que comprei e, no final de julho, devolveram o fone no estado com e mesma alegação da assistência técnica. Entrei no mesmo dia no PROCON com uma ação contra a Nokia, e foi marcada uma audiência no dia 3 de setembro, às 16h30.

Pois bem, lá estava eu na hora e dia marcados. Após cerca de 45 minutos de atraso, fui chamado à sala. Além da representante da juíza (que mais parecia estagiária), estava o advogado da Nokia e um cara com uma camisa do Flamengo (!) que não quis se identificar mas que se dizia representante da Nokia (!!!). Enfim, começou a audiência, expliquei a situação, disse que sou usuário da Nokia desde pequenino, sempre tive celulares da empresa, que possuo outros acessórios além do smartphone topo de linha e que, por causa da quebra do fone, por diversas vezes fiquei receoso de ter o meu teleone roubado ao atendê-lo em lugares ermos, e que era justamente por este motivo que havia comprado o telefone e que, por este motivo, gostaria da restituição do valor de compra do fone corrigido e R$ 2.000 de danos morais. Neste momento, o advogado da empresa se limitou a responder que este valor era muito elevado, e a auxiliar de juiz disse que caso eles não aceitassem, iria a julgamento, e o juiz certamente não saberia o que era um fone bluetooth e não me daria direito a nada, e mimimi. Disse ainda que, “dia desses, uma menina foi a julgamento com um MP3 Player e não ganhou nada porque o juiz não sabia do que se tratava”. Então o advogado da empresa ofereceu R$ 300,00 de indenização, o que achei um absurdo. E ainda teria de devolver o fone quebrado!

Inconformado com a situação, a auxiliar de juiz disse que nada poderia fazer. “Chorei” e aumentei o valor para R$ 400,00 + juros de 30% caso a empresa não pague em até 20 dias úteis (até 19 de setembro 01 de outubro de 2008), e a devolução do fone, que deveria ser imediata, será feita após o recebimento do pagamento em depósito na minha conta corrente. Até o presente momento não recebi nada.

Na real, eu não queria dinheiro algum, queria apenas que a Nokia tivesse peças de reposição, para que pudesse consertar todos os fones de quem o tivesse quebrado, não só o meu. Daí recebi R$ 400,00 de “cala boca”. Fica a pergunta: devo dar mais uma chance à empresa que até então só tinha feito produtos excelentes e comprar mais um fone do mesmo modelo (ou quem sabe até um mais novo como o BH-503), ou seria uma declaração de burrice comprar o mesmo fone haja visto sua péssima qualidade?

Fato é que não existem concorrentes à altura – pelo que pude ver em diversos reviews, o Motorola HT820 é extrememante desconfortável e o S9 também o é, além de ter uma bateria de bem menor duração.

Ah! O PROCON determina que aqueles que fazem acordos com as empresas renunciam os seus direitos de processos em juizado tradicional. Já li que isto é ilegal. Vocês acham que valeria à pena uma batalha judicial com o objetivo e fazer a Nokia implementar um sistema de peças sobressalentes com o intuito de atender ao CDC? Artigo 32: “Os fabricantes e importadores deverão assegurar a oferta de componentes e peças de reposição enquanto não cessar a fabricação ou importação do produto.”

Bom. Segue uma transcrição dos termos da audiência de conciliação

Processo número [omitido] Distribuído em 30/06/2008
Ação: Defesa do consumidor
Autor: ARLINDO SARAIVA PEREIRA JUNIOR
Réu: NOKIA DO BRASIL TECNOLOGIA LTDA.

AUDIÊNCIA DE CONCILIAÇÃO

Os acordantes, acima nomeados, resolvem pôr fim ao desentendimento, reuninciando a qualquer recurso ao Poder Judiciário, salvo execução do que ora é estabelecido, obrigando-se a cumprir o seguinte:

Compromete-se a ré a pagar para o autor, CPF [omitido], através de depósito em conta bancária em nome deste, número [omitido], Agência [omitida], Banco do Brasil, o valor de R$ 400,00 (quatrocentos reais) em até 20 (vinte) dias úteis. Em caso de descumprimento, incorrerá a ré em multa de 30% (trinta por cento) do valor acordado.

Faça constar que o presente acordo se refere ao objeto modelo BH 501, Bluetooth, sob o número de serial 027017, OS 1346.

Conste ainda que através deste ato o objeto em questão se torna propriedade do fabricante, a ser entregue logo após o depósito em conta, no endereço Avenida Presidente Wilson, 164, 12o. andar, Centro, RJ/RJ, CEP 20030-020, PG Advogados.

E por estarem em perfeito acordo, assinam o presente termo valendo o presente documento como título executivo, caso seja descumprido.

Documentos juntados: Carta de Preposição, Atos Constitutivos, Procuração, Substabelecimento.

HOMOLOGO por senteça para que produza seus jurídicos e legais efeitos o acordo estabelecido pelas partes. Tendo em vista o acordo celebrado pelas partes na forma do art. 269, III do C.P.C., declaro extinto o processo com apreciação de mérito. Após cumpridas todas as formalidades legais, dê-se baixa e arquive-se
Maria de Andrade Pumar – Juíz em Exercício

O que também me deixa puto é ter que devolver o fone. Dá vontade de passar o fone no liquidificador da Blendtec antes de mandar pra eles, não se esquecendo de anexar a mensagem “Por favor, tomem em seus respectivos esfíncteres anais”.

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