Caravana do Rio de Janeiro para o Latinoware 2010

O Latinoware 2010 é uma das maiores conferências latino americanas de Software Livre, ocorrendo em Foz do Iguaçu/PR. Este ano, o evento acontecerá nos dias 10 a 12 de novembro de 2010, e o Rio de Janeiro foi agraciado pela organização do evento com uma caravana. Mais informações sobre o evento em http://latinoware.org/.

A organização do evento concedeu um dia extra para os participantes poderem conhecer as cataratas, portanto o retorno será no dia 13 de novembro. Dada a distância – são quase 24 horas de viagem – a saída ocorrerá no dia 09 de novembro e o retorno ao Rio de Janeiro no dia 14 de novembro, em horário ainda a ser confirmado. O ponto de embarque e desembarque será o estacionamento do campus da UNIRIO, localizado na Avenida Pasteur, 458 – Urca, Rio de Janeiro/RJ. Averiguarei com a organização do evento a possibilidade de parar em algum outro ponto da cidade (por exemplo, próximo à Central) para aqueles cujo um ponto de embarque central seja mais acessível.

Importante: a caravana somente será viabilizada caso pelo menos 35 pessoas confirmem o interesse.

Para participar da caravana, basta se inscrever no formulário http://tinyurl.com/form-crv-rj-latinoware-2010. Mais informações, como o custo para participar, podem ser obtidas neste mesmo endereço, ou na lista http://groups.google.com/group/caravana-rj-latinoware-2010.

Atenciosamente,
Arlindo Pereira
Organizador da Caravana do Rio de Janeiro para o Latinoware 2010

Por favor, repasse no identi.ca, twitter e para as listas de e-mail e comunidades que você participa.

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Apresentando o OpenStreetMap no Encontro de GeoTecnologia na Simonsen

E a palestra foi um sucesso! Cerca de 125 pessoas no auditório, a maioria mostrou grande interesse quando eu editei ao vivo as proximidades da faculdade em que foi realizada o evento. Coletar um ou dois pontos (menos relevantes como lojas) e editar ao vivo, mostrando a renderização logo depois, é fórmula de sucesso. Vi também que é interessante deixar pontos mais relevantes de fora do exemplo, pontos de referência, que todos conheçam, pois dá o estímulo para quem assiste falar “adiciona mais esse esse e esse ponto!” e você convidar o cara a criar uma conta. ;)

Muita gente anotou o site no caderno, copiou os slides no pendrive, pediu para mandar por email. Até agora, tivemos 4 usuários cadastrados, com mais de 10 edições no entorno da faculdade! Está sendo bem interessante. Veja o mapa de Padre Miguel no OpenStreetMap.

O evento também foi excelente no networking. Peguei o contato do sr. Luiz Arueira, Gerente de Geoprocessamento do Instituto Pereira Passos, e ele se mostrou interessado em contribuir no projeto com os dados da prefeitura. Peguei também o contato do Marcelo da Viação Acari (empresa de ônibus), que estava com uma dúvida sobre rotas GPS. Pode ser uma oportunidade interessante para capturar as rotas dos ônibus da empresa.

Sem mais delongas, os slides da palestra e os vídeos:

E os vídeos: OSM 2008: A Year of Edits e OpenStreetMap – Project Haiti por ITO World.

(estava gravando a apresentação com o celular, mas infelizmente esqueci de deixar no modo offline e o Parruda me ligou, parando a gravação no meio ¬¬)

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State of the Map – Brazil, 9 months later

A little less then a year ago, I received an email that was the ignition of one of the most exciting moments in my life: I won a scholarship to be able to attend State of the Map 2009! A couple of months earlier, I applied to this scholarship (as a few more other brazilian fellows such as Claudomiro), but he won the brazilian scholarship, so I kinda resigned but was happy that we would be very well represented internationally – he’s the 1st brazilian registered on OSM and is very active. However, in less than a month to the conference, Mikel told me that one of the selected participants wouldn’t be able to attend the event so they would have one for me! Yay!
I was very excited – it would be my first time traveling out of the country (almost 10,000 km away from home!), let alone the opportunity to meet mappers from all around the world. It was a wonderful experience, I’ve seen how the mappers around the world managed to make it so greatly.

I couldn’t go on without mentioning the effort that Mikel and the Open Society Institute put into making this happen. Thank you so much.

Then the conference was over, but many ideas were growing on my mind. But let me tell about what steps we (as a community) took in those last 9 months:

  • First of all, Claudomiro, Victor George and I kicked off with remaining funds from -the scholarships the GPS Brasil Project, our GPStogo spinoff with funds to buy dataloggers to map our huge country. 2 fellow OSM contributors (one from the north of the country, the other from the south) are already mapping their cities with GPS from the project and more are to come.
  • Brasil 250 Cidades, inspired on TIGER fixup 250 cities, to connect the largest 250 brazilian cities. The 1st phase of the project, connecting the 90 largest cities has already finished, now we’re on the 2nd phase with the next 160. Personally, I helped with this project by taking a bus to São Paulo and from there to Campinas and back to log the routes and create our first intermunicipal and interstate bus routes.
  • we started Mapas Livres (“free maps”), a OSM.BR prototype using the same website as MapKibera, with a forum, a twitter user, a youtube channel with videotutorials and of course links to the wiki and the mailing list, and resources to the end user, such as Garmin-ready maps and so on. This one is still on it’s beginning but I think that it has a good potential because “OpenStreetMap” can be difficult for non-english speakers.
  • approached WikiMapa, a Google-Maps-powered slum mapping project run by a NGO based here in Rio. After a few meetings (Claudomiro even flew from São Paulo to talk to them personally) unfortunately they didn’t show much interest in changing to OSM, but they authorized the data import from their website.
  • translation – since language can be a barrier for many brazilians, we completed the brazilian portuguese translation of OpenStreetMap.org (the website itself) and Potlatch, and we’re close of 75% on JOSM and Merkaartor. Vitor George publishes a weekly status on the talk-br mailing list with the percentage of completeness and how we advanced from last week.

And what I did personally:

  • Given talks in universities and conferences – this wednesday there’s another one on Evento de GeoTecnologia (“GeoTechonology Event”) ;)
  • Since the recent pacification of some slum’s here in Rio, I started mapping the first brazilian slum on OSM: Morro Dona Marta. There’s a lot of work to do, and my cellphone GPS’s tracks are nearly useless there. I’m thinking of getting a dedicated unit with the GPS Brasil funds to see if it works better;
  • Imported some data from WikiMapa to create a map of the Cidade de Deus slum (“City of God”, the one from the movie). I couldn’t advance further because many data from WikiMapa is actually Google’s (such as the streetnames of the highways tagged as a road on this area) but what they effectively created is on OSM with a proper source tag.
  • Been mapping Rio de Janeiro’s downtown and my neighborhood very densely, with the Karlsruhe addressing scheme to show what’s possible to accomplish on OSM.
  • Working with Kay D from Würzburg, Germany with the proposal of a new tag to map the parking lanes of a street and it’s rendering.
  • Mapping public transport routes (specially the ones you can’t find on proprietary maps), such as: subway routes, ferry routes, local, intermunicipal, interstate and university bus routes.

I think this is it. Personally, I don’t think on OpenStreetMap as a hobby anymore, since I intent to do some OSM related research on university if I have the chance, and maybe work as a “OSM consultant” someday…

Arlindo “Nighto” Pereira

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Criando rotas GPX com o Sports Tracker

O Nokia Sports Tracker é uma aplicação para celulares Symbian que usa o GPS para gravar rotas e mostrar dados como velocidade média, máxima, distância, altitude, sendo destinado basicamente a esportistas amadores ou profissionais. Está disponível para Symbian 3rd Edition (Nokia N95, E71 etc.) e 5th Edition (Nokia N97, 5800 XpressMusic, 5530 etc). Mesmo celulares sem GPS podem utilizar o Sports Tracker com um GPS Bluetooth, como o GPS Bluetooth/DataLogger oferecido pelo OpenStreetMap gratuitamente a colaboradores. Você pode baixá-lo diretamente do site (com o seu computador) ou da Ovi Store (direto no celular).

Veremos um passo a passo de como criar uma rota com o Nokia Sports Tracker: Continue reading

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Criando tutoriais de programas e iPod Touch com VNC

Planejo criar tutoriais de programas de telefones Symbian e iPhone/iPod Touch que utilizem o OpenStreetMap, e precisava de alguma solução menos amadorística que segurar o aparelho com uma mão e uma câmera na outra. A solução: instalar servidores VNC nos dispositivos e gravar o vídeo no computador com um cliente VNC e o recordmydesktop.

No iPod Touch com jailbreak, uma opção é o Veency, disponível no Cydia.

Basta ativar o servidor VNC e você poderá se conectar ao iPod Touch com qualquer cliente VNC, recomendo o xtightvncviewer:

Captura de tela do iPod via VNC

A imagem fica um pouco quadro-a-quadro – não seria uma demonstração ideal para jogos, portanto – mas nada que impeça o meu propósito.

Nos Symbian, uma opção de servidor VNC seria o mVNC da mShell, mas não consegui fazer funcionar. Alguma sugestão de servidores VNC para Symbian? Gostaria de fazer um vídeo com o Sports Tracker.

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Palestra de OpenStreetMap no Encontro de GeoTecnologia

Encontro de GeoTecnologia 2010

Neste evento abordaremos assuntos ligados a Tecnologia, TI Verde, Lixo Eletrônico, Reciclagem, Sustentabilidade, Geomática e Geoprocessamento entre Palestras e Workshops. Teremos também doação de plantas (mudas) oferecidas pela AMAR BANGU (Associação de Meio Ambiente da Região de Bangu).

Haverá um stand de coleta de lixo eletrônico, que será vendido para a empresa ECOTRONIC e a renda resultante revertida para uma instituição de caridade.

O evento tem entrada gratuita e as inscrições são feitas pelo site: http://www.simonsen.br/geotecnologia

Veja a Lista completa de Palestrantes: http://www.simonsen.br/geotecnologia/palestrantes.php

Saiba Mais
http://www.guiadophp.yoonix.com.br/2010/04/21/evento-encontro-de-geotecnologia/
http://www.simonsen.br/geotecnologia/lixoeletro.php


No evento, palestrarei sobre o OpenStreetMap:

PALESTRA: Apresentando o OpenStreetMap.

RESUMO: A palestra visa apresentar o OpenStreetMap, uma plataforma de mapeamento digital em wiki, feita em software livre, cujos dados são de livre utilização. Falaremos sobre a motivação de criar um mapa com licença livre, copyright easter eggs, a participação do usuário e veremos a parte técnica dos softwares, modelos de dados (XML), editores, renderizadores, plataformas web e outras possibilidades de uso que não são possíveis com mapas tradicionais.

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Snow Leopard e Ubuntu Lucid em dual boot

Instalei o MacOSX Snow Leopard 10.6.1 no meu Dell Inspiron 1525 (valeu David!) usando este guia, e resolvi testar o Ubuntu Lucid Lynx 10.04 beta 1. Como o Hackintosh usa o Chameleon como gerenciador de boot, tive de instalar o GRUB na partição do Linux (e não na MBR como de costume) e iniciar o GRUB pelo Chameleon.

O processo é simples: na instalação do Ubuntu, na última tela antes da cópia de arquivos, clique no botão Avançado e desmarque a caixinha, dizendo que você não quer instalar o gerenciador de boot. Depois, é só instalá-lo na partição de destino:

sudo -i
mount /dev/sdaN /mnt
grub-install --root-directory=/mnt/ /dev/sdaN --force

Neste passo, o GRUB irá reclamar que está sendo instalado numa partição e não na MBR. Não tem problema pois já usamos o Chameleon como bootloader.

/usr/sbin/grub-setup: warn: Tentando instalar o GRUB numa partição em vez da MBR. Isto é uma MÁ ideia..
/usr/sbin/grub-setup: warn: Não é possível embutir. O GRUB só pode ser instalado nesta configuração usando listas de bloqueio. Porém, listas de bloqueio NÃO SÃO CONFIÁVEIS e seu uso é desencorajado..

Continuando:

mount --bind /proc /mnt/proc
mount --bind /dev /mnt/dev
mount --bind /sys /mnt/sys
chroot /mnt update-grub
umount /mnt/sys
umount /mnt/dev
umount /mnt/proc
exit

E pronto! O Chameleon detecta a partição Linux e já adiciona ao menu automaticamente.

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Programa de Empréstimo de GPS a Voluntários do OpenStreetMap

Do blog do Claudomiro:

Em julho do ano passado eu, o colega Arlindo Pereira e mais 12 voluntários do projeto Openstreetmap de vários países do “Terceiro mundo” receberam um estipêndio do “Scolarship Program” para participar do 3o congresso global do projeto OpenstreetMap (State of The Map) em Amsterdã. Esta foi uma oportunidade única para nos integrarmos ainda mais nessa comunidade verdadeiramente global e para nos inspirar com as soluções criativas e o trabalho duro de outros colegas que vieram de dezenas de países diferentes.

Mas o programa não parou por aí. A fim de que tivessemos a chance de levar nossa participação a outro nível, parte da verba do programa foi liberada para desenvolvermos atividades posteriores ao congresso em nossos países. Após alguns meses de discussão, achamos que o melhor uso para esse dinheiro seria o de iniciar um programa de empréstimo de aparelhos GPS tornando a coleta de dados mais fácil para os voluntários interessados.

Durante esse ano de 2010 estaremos adquirindo e enviando para os candidatos que forem aprovados aparelhos do tipo “dataloggers” que são extremamente práticos na função de coletar trilhas (traçados de vias) e pontos de interesses. Pretendemos chegar a distribuir entre 10 e 15 desses aparelhos para candidatos de todo o país.

Portanto, se você já se interessa pelo projeto a algum tempo e não tem conseguido contribuir com dados porque sua localidade não é coberta pelas imagens de satelite ou mesmo se você faz viagens rodoviarias frequentes, estamos muito interessados em sua participação. Dê uma olhada em como participar em http://wiki.openstreetmap.org/wiki/Pt-br:Programa_GPS-Brazil o mais rápido possível. Devemos anunciar a escolha dos primeiros voluntarios em 15/04/2010.

Queremos agradecer ao Open Society Institute pela liberação dos fundos e ao OpenstreetMap Foundation pela organização do “Scolarship Program” e em particular ao Mikel Maron um dos membros de seu conselho por dedicar muito do seu tempo e energia pra que tudo isso fosse possível. Tambem agradecemos a todos integrantes da lista talk-br que deram sugestões e ao Vitor George que aceitou nosso convite para ajudar na organização do programa.

Bom Mapeamento!

http://www.openstreetmap.org/user/Claudomiro/diary/10056

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Convertendo FLAC para ALAC

Edit: Corrigi um erro de digitação e subi o script para o GitHub. (18/09/2010)

Assim como o N95, o iPod Touch também não suporta reproduzir arquivos FLAC. Pesquisando se o iPod Touch lia algum formato sem perdas semelhante, encontrei o Apple Lossless Audio Codec. Embora proprietário (tal qual o MP3 ou o MP4-AAC) como a conversão é sem perdas é possível voltar ao arquivo FLAC original se desejado.

#!/bin/sh

echo ""
echo "flac2alac - script de conversão de áudio FLAC para ALAC"
echo "Este script usa o ffmpeg para conversão de áudio do tipo"
echo "FLAC (Free Lossless Audio Codec) para ALAC (Apple Lossless Audio Codec)."
echo "Por Arlindo \"Nighto\" Pereira"
echo ""

if [ "$1" ]
then
	ffmpeg  -i "$1" -acodec alac "`basename "$1" .flac`.m4a" \
		-metadata title=\""$(metaflac --show-tag=TITLE "$1" | sed 's/TITLE=//g')"\" \
		-metadata author=\""$(metaflac --show-tag=ARTIST "$1" | sed 's/ARTIST=//g')"\" \
		-metadata album=\""$(metaflac --show-tag=ALBUM "$1" | sed 's/ALBUM=//g')"\" \
		-metadata year=\""$(metaflac --show-tag=DATE "$1" | sed 's/DATE=//g')"\" \
		-metadata track=\""$(metaflac --show-tag=TRACKNUMBER "$1" | sed 's/TRACKNUMBER=//g')\" \
		-metadata genre=\""$(metaflac --show-tag=GENRE "$1" | sed 's/GENRE=//g')"\"
else
	echo "Entre com o nome do arquivo para converter:"
	echo "flac2alac arquivo.flac"
	echo ""
exit 1
fi

Assim como o flac2mp4, você pode converter vários arquivos num diretório com for i in *.flac; do flac2alac "$i"; done.

Fontes:

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Juizado Especial Cível – como processar empresas de maneira fácil

Minha saga judicial com a Nokia chegou ao fim: recebi R$ 550,00 de indenização por ter sido recusado o conserto do meu fone bluetooth BH-501. Veja mais em: Problemas com a Nokia, Problemas com a Nokia, parte 2, Seu fone bluetooth BH-501 quebrou? Processe a Nokia!, Denúncia ao Ministério Público – Nokia não oferece garantia nem peças de reposição. Assim sendo, me senti na obrigação de tecer um post explicando como foi o processo e indicando o caminho das pedras.

Antes, é claro, um aviso necessário: não sou da área de direito. Se alguém tiver um conhecimento maior e quiser acrescentar algo, ou notar que falei alguma besteira, por favor utilizem a caixa de comentários. Como se diz em inglês, IANAL – I Am Not A Lawyer.

Vamos lá. Muita gente já ouviu falar naquele tal de Procon. PROCON é uma sigla que significa Programa de Orientação e Proteção ao Consumidor. Basicamente eles tem postos de atendimento (veja aonde aqui no Rio) aonde alguém ouvirá o seu problema e lhe encaminhará para o Juizado Especial Cível. Como eu já sabia que deveria me dirigir a ele, pulei esta etapa.

O Juizado Especial Cível é um lugar onde você efetivamente poderá processar as empresas seguindo algumas regras especiais:

  1. É limitado a R$ 5.000,00 (se o seu prejuízo moral ou material for maior do que isto, você deve usar a justiça convencional); e
  2. Exercita a inversão do ônus da prova.

Este segundo ponto é o mais importante; na justiça convencional eu provavelmente teria de contratar um especialista e apresentar um laudo comprovando que o fone quebrou sozinho e não por quedas; se eu ganhasse, anos depois, esses gastos seriam ressarcidos. No Juizado Especial Cível não, suas declarações são tidas como verdade e cabe à empresa provar se elas procedem ou não. De uma forma geral, o Juizado Especial Cível foi criado para trazer a justiça mais próxima das pessoas; para processos simples como o meu (e provavelmente o seu) não é necessário usar advogado (o que seria um desperdício de dinheiro pois ele lhe cobraria 30% da indenização). Você pode contar com o advogado dativo (um advogado que fica de plantão para responder dúvidas).

Antes de continuar, um parênteses necessário: o Juizado Especial Cível é um prédio público e, como tal, segue uma lei na minha opinião arcaica do que é considerado decência (o que particularmente acho uma babaquice, mas isto é assunto para outro post). Sendo mais claro, não é possível entrar no edifício trajando shorts ou bermudas (enquanto mulheres podem entrar de saias no joelho). Já tive que voltar pra casa por conta disso porque fui para o juizado de bicicleta; andar de calça de bicicleta não é muito agradável… enfim, divago. Prossigamos.

Mais uma coisa importante. O Juizado Especial Cível serve basicamente para você e não para o coletivo. O que quero dizer com isso? No meu caso com a Nokia, a Nokia vai me dar dinheiro pelo fone quebrado, mas não necessariamente vai resolver o problema com as outras pessoas. Se você (como eu) acredita que eles deveriam resolver o problema para todas as pessoas, faça também uma denúncia ao Ministério Público. Para isto, basta mandar uma mensagem aqui.

Continuemos. O primeiro passo é se dirigir ao Juizado Especial Cível mais próximo de sua residência (veja a lista dos JEC do Rio de Janeiro aqui). Lá há uma equipe de pessoas prontas a ouvir o seu problema e sugerir o procedimento seguinte. Se você quiser já dar entrada de uma vez, redija num manuscrito ou no computador um documentando contando como foi o acontecido de forma resumida. Uma página de texto está OK; Lembre-se que o juiz provavelmente lerá rapidamente e/ou não entenderá termos técnicos. Leve também comprovantes relacionados ao produto (por exemplo, no meu caso, nota fiscal do fone e ordem de serviço da assistência técnica), bem como documentos como identidade, CPF e comprovante de residência. Tenha em mãos também o endereço do réu (a empresa que você quer processar) completo com CEP. Com tudo isto em mãos, vá de manhã no juizado, pegue uma senha para o atendimento e relate o acontecido para a pessoa que lhe atender para que ela possa determinar a ação jurídica necessária (no meu caso foi “Ação de Responsabilidade Civil”). Neste atendimento você preencherá um formulário com os seus dados, o seu relato (se não quiser trazer pronto, pode fazer na hora) e anexará 4 fotocópias de seus documentos e todos os comprovantes que você trouxe. Feito isso tudo, você será encaminhado ao protocolo e seus documentos entrarão numa pasta virando um “processo” e você ganhará uma cópia dele, contendo um adesivo com o número do processo e com a data marcada da audiência de conciliação. No meu caso, entrei com o processo no dia 30/06/2008 e a audiência de conciliação foi marcada no dia 03/09/2008, às 16h30.

Dois meses depois, lá estava eu na audiência. Ela é extremamente importante; se você faltar ou chegar atrasado, já era – vai ter que entrar com outro processo e esperar mais 3 meses. Nela, estarão numa sala você, um ou mais representantes da empresa processada (réu) e um “juiz leigo”, um profissional que basicamente digitará no computador a decisão tomada e marcará o que for necessário. Nessa audiência, o advogado – que recebeu uma cópia do processo e já está à par da situação – basicamente lhe convencerá a entrar em um acordo, receber uma mixaria (no meu caso, foi oferecido R$ 300, não aceitei e o valor subiu para R$ 400, o que aceitei) – o que basicamente é uma forma jurídica de te dar dinheiro pra calar a boca. Eu recomendo que você não aceite; aceitar não vai tornar o processo mais rápido (veja bem, no meu caso levou 1 ano e meio – de 03/09/2008 a 19/02/2010 para ver a cor do dinheiro). Não aceitando o acordo, será marcada uma nova audiência, desta vez chamada Audiência de Instrução e Julgamento, na qual haverá um juiz “de verdade” e ele julgará se o seu pedido procede ou não e se você deve ganhar o montante que pediu, mais ou menos dinheiro. Não sei detalhes dessa audiência de instrução e julgamento porque aceitei o acordo, mas o procedimento é mais ou menos este.

Depois de feito o acordo na audiência de conciliação ou ter acontecido a audiência de instrução e julgamento, vem a parte chata – acompanhar o processo. Para isso você não precisa sair de casa, basta ver no site do juizado com o número do processo, mas toda o trajeto que a sua papelada faz dentro do juizado leva tempo. Caso você tenha alguma dúvida pode perguntar para o advogado dativo, um advogado pago pelo governo que responde questões gratuitamente.

Depois de muitas idas e voltas (como exemplo, veja todos os movimentos do meu processo aqui), finalmente o mandado de pagamento é expedido. Quando o banco – geralmente o Banco do Brasil – declarar que o recebeu, basta ir na agência (sempre a anexa ao juizado que você abriu o processo) e ir nas mesas específicas de mandado judicial (pergunte a um funcionário do banco onde elas se localizam).

É isso! O processo leva pelo menos 1 ano, geralmente 2, então não espere ver o dinheiro amanhã… também não se estresse mais do que você já está com a empresa do objeto/serviço defeituoso. Encare como um investimento, você faz a sua parte e colhe frutos no futuro.

Mais uma vez, não sou da área de direito. Se você é, ou entende um pouco mais do que eu, seus comentários são bem vindos. Obrigado.

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