Gato Sabido e o mercado brasileiro de eBooks

(Esse post é uma espécie de “continuação natural” do meu post de abril de 2011, Kindle e o mercado brasileiro de eBooks.)

Hoje resolvi experimentar a loja de eBooks brasileira Gato Sabido. Comprei dois livros, Guia Politicamente Incorreto do Brasil, de Leandro Narloch, e Vigário Geral: Uma noite tão comprida, de Eugênia Paim, Marcia Lahtermaher e Rosilene Alvim. Segundo as páginas dos produtos, linkadas acima, os livros seriam disponibilizados no formato ePub. Pois bem, não leio mais livros no Kindle, agora utilizo ora o celular ora o tablet utilizando o Aldiko (e mantendo o progresso das páginas sincronizados entre os dois dispositivos com o Aldiko Sync), que lê os arquivos diretamente no formato ePub (portanto, não teria que realizar mais conversões), inclusive com suporte ao DRM (restrições de direitos digitais) da Adobe. Tudo nos conformes, portanto.

      

Qual não foi a minha surpresa ao descobrir, só depois de finalizar a compra dos livros, ao realizar o download dos arquivos na extensão .acsm, que eu deveria utilizar o software Adobe Digital Editions… disponível apenas para Windows e Mac OS. É claro que, na mesma hora, mandei uma mensagem desaforada para o suporte:

Olá,

comprei dois livros hoje e eles vieram no formato .acsm. Já li o FAQ e vocês dizem para baixar o Adobe Digital Editions. O problema é que eu sou usuário Linux e este programa não está disponível para a minha plataforma. Na página do livro [1], é especificado que o formato do livro é .epub e em momento nenhum nesta página é mencionada a necessidade do Adobe Digital Editions. Eu entendo a preocupação com pirataria e DRM e tudo o mais, mas estou pagando pelo livro, não quero ser tratado como criminoso em potencial, e não vou instalar um Windows pirata (ou comprar um Windows) para ler o livro que comprei… enfim, aguardo uma solução breve para o caso, ou o estorno do valor. Muito obrigado.

1: http://www.gatosabido.com.br/ebook-download/156303/leandro-narloch-guia-politicamente-incorreto-da-historia-do-brasil.html

Eu até tenho Windows no meu computador (licenciado direitinho, através do programa Microsoft DreamSpark em parceria com a Unirio), mas não tou afim de usar. Eles deviam deixar explicitado na página dos produtos e na página do carrinho que utilizam uma tecnologia de restrição de cópia e que você é obrigado a utilizar um computador rodando Windows ou Mac OS para conseguir de fato usufruir do produto que você comprou. Não é nem por estar usando Linux, uma vez que se eu tivesse realizando a compra a partir do celular, teria igual frustração.

Fica aqui o parênteses necessário ao DRM. Eu compreendo a preocupação da indústria com a gestão dos direitos e a imposição do uso de tecnologia que restrinjam a possibilidade de efetuar cópias não-autorizadas, mas caramba, eu comprei o livro, não quero ser tratado como potencial criminoso. Se eu quisesse piratear o livro, ia no Filestube ou em qualquer outro site de compartilhamento de arquivos e teria baixado os dois livros mais rápido do que tirar o cartão de crédito da carteira e digitar os números. Vale lembrar que players grandes do setor, como a iTunes Store da Apple, costumavam oferecer músicas com DRM, e agora oferecem sem DRM justamente para evitar esse tipo de aporrinhação ao usuário. E também que a Ponto Frio vende livros sem DRM (leia-se: sem chatice para fazer o que você bem entender com o produto que você pagou).

O suporte deles funciona de segunda a sexta-feira; assim que eles derem um posicionamento quanto ao caso, edito o post.

Edit: A equipe do Gato Sabido respondeu o meu chamado, e efetuarão o estorno do valor pago.

Prezado Arlindo,

Primeiramente, pedimos desculpas pelo transtorno.

Infelizmente, não há como ler os ebooks adquiridos na Gato Sabido no sistema operacional Linux.

Sendo assim, solicitamos por gentileza que nos encaminhe seus dados bancários, nome completo e CPF para que possamos efetuar o reembolso.

Agradecemos o feedback e informamos que providenciaremos um aviso a respeito da obrigatoriedade do Adobe Digital Editions para ser colocado na página inicial do site.

Atenciosamente,

Atendimento Gato Sabido
Gato Sabido eBooks

http://www.gatosabido.com

Apenas para ter uma base de comparação de como teria sido se eu tivesse optado por seguir o caminho da pirataria, fiz um pequeno experimento. Fui no Filestube, baixei um dos livros do 4shared (8 MB em PDF), subi no Dropbox e baixei no tablet. Sabe quanto tempo levou? Menos de 5 minutos. Fica o recado: editoras, vocês são obsoletas; quando eu tento comprar o seu produto e não consigo, não tenho outro pensamento senão desejar uma morte agonizante.

Edit 2: A Gato Sabido efetuou o estorno no dia 15/03, depositando na minha conta o valor integral gasto nos livros.

Você já comprou eBooks em lojas brasileiras? Já teve problemas com DRM? Deixe seu comentário.

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Experimentando Google Adsense por uma semana no meu blog

Não tenho pretensões com meu blog – escrevo sobre tecnologia, ciclismo e aleatoriedades afins, quando dá na telha. Ainda assim, não por uma técnica apurada mas talvez por algum talento natural, meu blog tem um SEO razoavelmente bem trabalhado. O Google Analytics marca, para o mês de fevereiro de 2012, 8.389 visitas, 7.444 visitantes únicos e 10.528 visualizações de página, valor bastante expressivo para um blog atualizado uma vez por mês, se tanto.

Considerando dados a partir de abril de 2011, quando instalei o Analytics, os 3 posts mais lidos foram, na ordem, Bicicletas dobráveis: um comparativo entre Blitz, Dahon e Caloi, com 19.194 visualizações de página, Juizado Especial Cível – como processar empresas de maneira fácil, com 9.827 visualizações, e Introdução ao jQuery Mobile – criando páginas otimizadas para navegação com toque, com 5.552 visualizações.

Assim, semana retrasada resolvi fazer uma pequena experiência com o Google AdSense, o serviço de propagandas do Google. Para facilitar o processo, instalei um plugin para gerenciar o AdSense no blog – escolhi o AdSense Now! Lite – e configurei o código gerado pelo Google, sem nenhum cuidado com otimizações. O resultado foi surpreendente – na primeira semana, de 24/02 a 01/03/2012, obtive ganhos de US$ 7.06. Supondo que esse valor se repita nas 3 semanas seguintes, serão quase 30 dólares por mês, nada mal para um blog completamente despretensioso. Isso certamente me motivará a escrever mais ;)

Próximas missões: atualizar o post sobre as bicicletas, incluindo os novos lançamentos de bicietas dobráveis da Caloi – a Caloi Bend e a Caloi Urbe e posicionar os anúncios seguindo um fluxo mais natural dos textos.

Você já teve alguma experiência com o Google AdSense? Deixe seu comentário.

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Spark camp na Campus Party – sua ideia na web, em um dia, de graça

3 ideias serão desenvolvidas – de graça! – em 3 dias de evento. Uma delas pode ser a sua.

A SparkIT vai chegar bombando nessa Campus Party! Com a promoção Spark camp, 3 empreendedores terão a sua ideia de serviço, site ou aplicativo web desenvolvida em apenas um dia de evento na Campus Party, nos dias 08, 10 e 11 (quarta, sexta e sábado).

Não se trata apenas de programação; nossa equipe abordará com o empreendedor conceitos como MVP (mínimo produto viável), discutindo que características são mais relevantes no negócio e quais deveriam ficar para um segundo momento, sugerindo alterações ou mesmo incluindo funcionalidades que julgarmos relevantes.

Para participar, basta preencher o formulário em Spark camp ou simplesmente nos encontrar na Campus Party para um bate-papo – estaremos na área de Desenvolvimento. Lembrando que não é um sorteio; escolheremos as ideias que acharmos mais legais, portanto seja criativo!

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Como corrigir lentidão do Google Music Beta com o BOINC

Começando o ano com uma rapidinha sobre Linux, BOINC e Google Music Beta. Uso o uploader do Google Music Beta com frequência para subir minhas músicas para o sistema da Google e também uso o BOINC para colaborar com projetos de computação distribuída. Notei que, às vezes, o uploader do Google Music Beta ficava bastante lento, e resolvi investigar o porquê.

Rodando o top pude entender o motivo:

  PID USER      PR  NI  VIRT  RES  SHR S %CPU %MEM    TIME+  COMMAND
 1884 boinc     39  19 62316  35m  600 R   90  0.9 276:55.07 primegrid_cllr_
 7421 boinc     39  19  263m 259m 2476 R   84  6.6  59:31.21 hsgamma_FGRP1_0
 2846 nighto    37  19  692m  37m  22m S    2  0.9   2:41.32 MusicManager

A coluna NI mostra a prioridade (niceness) do processo. O valor de niceness, que varia entre -20 e 19, representa a prioridade do processo no scheduler do kernel; quanto maior o valor, menor a prioridade que o processo terá. Os processos do BOINC tem prioridade 19 para que não suguem todos os recursos da máquina; o processo do Google Music também é assim para, suponho, não deixar a máquina lenta quando realizando uma conversão de CODEC antes do upload (FLAC ou OGG para MP3, por exemplo). Como os 3 processos (2 do BOINC, pois meu processador é dual-core, e o do Google Music Beta) tem a mesma prioridade, isso se reflete como uma lentidão na interface gráfica do Google Music.

Para corrigir isto, basta mudar o valor de niceness do processo do Google Music com o comando renice para qualquer valor maior que 19 (18 é suficiente). O renice trabalha com o PID do processo (Process IDentificator, um número que identifica cada processo no sistema) e deve ser executado como root. Então você pode descobrir o PID do processo com o comando ps aux:

$ ps aux | grep google-musicmanager

nighto 2846 0.2 0.9 709224 38512 ? SNl Jan26 2:47 /opt/google/musicmanager/google-musicmanager
nighto 14384 0.0 0.0 15812 908 pts/0 S+ 13:01 0:00 grep --color=auto google-musicmanager

E então executar a mudança de prioridade de execução com o renice:

# renice 18 2846

2846 (process ID) old priority 19, new priority 18

Ou, simplesmente, fazer isto num comando só:

sudo renice 18 `ps aux | grep google-musicmanager | awk '{print $2}' | head -n1`

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Bazar do Nighto – especial dia das crianças

Gadgets são criaturas mágicas que precisam de amor, carinho e afeto. Com o dia das crianças próximo, é chegada a hora de alguns deles saírem do fundo da gaveta e respirarem novos ares em outros lares. Assim sendo, venho colocar alguns gadgets à venda:

  1. Teclado bluetooth Nokia SU-8W, compatível com praticamente todos os dispositivos com bluetooth (iPhone, iPad, celulares e tablets Android, computador etc.), funciona com 2 pilhas palito (que duram cerca de um mês com uso diário), é dobrável e bem portátil (quando dobrado, é um pouco menor que uma fita de Super Nintendo) e possui um suporte embutido e destacável para celular. Apenas R$ 200
       
  2. Vendido! Sony PlayStation 2 Slim modelo SCPH-79001 com Matrix Infinity 1.93 (desbloqueado), acompanha 1 controle, cartão de memória de 8 MB Sony SCPH-10020, fonte padrão americano SCPH-79100, cabo vídeo composto e cabo vídeo componente (que oferece maior qualidade de imagem), de brinde case com cerca de 20 jogos (todos de música – Guitar Hero, DDR e afins) e um tapete de Dance Dance Revolution (com entrada de PlayStation e porta paralela). Acompanha o manual. – R$ 200
  3. Vendido! Leitor de livros Amazon Kindle Keyboard Wifi+3G, importado legalmente dos Estados Unidos (acompanha Documento de Arrecadação da Receita Federal), versão sem propagandas. Com 3G gratuito, isto é, sem a necessidade de pagar plano de dados, permite ler livros, revistas e acessar a internet. Conta com uma tela de e-ink (tinta eletrônica) de 6″ que, por não ter iluminação como a do computador, celular ou iPad, não doi os olhos quando usado por tempo prolongado. Acompanha a caixa, cabo, manual e luva de neoprene. – Apenas R$ 500.
  4. Vendido! Tapete Andamiro Pump It Up original, pouco usado, bem cuidado, respondendo perfeitamente. Com porta USB, pode ser usado tanto no PlayStation 2 quanto no PC. – R$ 100
  5. Vendido! Fone de ouvido bluetooth Nokia BH-505, com suporte a A2DP (fone de ouvido estéreo) e AVRCP (com controle de reprodução, avanço e retrocesso de músicas). Semelhante ao Motorola S9 e S9 HD, porém com qualidade do material, sonora e principalmente recepção superiores. – R$ 200
Aceito ofertas, especialmente se comprando mais de um gadget.
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Usando o Google Music como player de música padrão

Há algumas semanas, recebi do Matheus Ashton um convite para o Music Beta by Google, vulgarmente conhecido como Google Music, serviço ainda em beta privado para streaming de músicas. Funciona assim: você baixa um aplicativo (disponível para Linux, Mac e Windows), escolhe a sua pasta de música e deixa que ele faça upload de todas as suas músicas. Depois, pode ouvi-las de qualquer computador (incluindo iOS/Android com uma interface bem espartana em HTML5). Também há um aplicativo para Android disponível, mas ele ficou lento no meu já cansado Milestone 1. Atualmente, o cadastro é permitido apenas para usuários nos Estados Unidos. Nada que um proxy não resolva.

Depois de aguardar o upload dos 13GB de música que tinha no meu celular (2.153 músicas, das 20.000 que o serviço permite atualmente), decidi utilizar o Google Music como player de música padrão. Para isso, precisava de duas coisas que considero essenciais num player de música:

Por esse motivo, nunca tinha trocado o player desktop (mais especificamente, o Banshee) por serviços de streaming como o Grooveshark ou mesmo usar o YouTube como player de música (embora também faça scrobbling das músicas deste último com a extensão Chrome Scrobbler).

E a solução foi justamente essa: utilizar duas extensões no Chromium. A primeira, Google Music Player Enhancements, foi disponibilizada como um script – ou seja, também pode ser utilizada por usuários do Firefox – e adiciona o suporte ao scrobbling para o Last.fm direto do Google Music, além de outras funcionalidades interessantes. Por exemplo, permite adicionar a música aos favoritos do last.fm (o que pode automaticamente gerar um post no Facebook com o Lastfm Social).

Finalmente, para os atalhos de teclado, há a extensão Media Buttons for Google Music. Há dois poréns, entretanto: elas só funcionam quando o foco está na janela do navegador (o que é verdade para mim em 90% do tempo) e é preciso desabilitar outros programas que utilizem-se das teclas. No Ubuntu, basta ir em Sistema > Preferências > Atalhos de teclado e remover os atalhos “Reproduzir (ou reproduzir/pausar)”, “Faixa anterior” e “Próxima faixa”. Também removi o atalho de “Parar reprodução” para associá-lo ao Google Music (assim, apertando stop abre o Google Music caso ele esteja fechado).

Agora, junto com a utilização do Dropbox para salvar os documentos e dado que a minha mídia (fotos, vídeos) fica toda no servidor NAS em casa, posso se quiser formatar o PC sem pensar 2x em backups. Estou usando o notebook recém formatado no trabalho sem nenhum MP3 no HD sem deixar de ouvir minhas músicas favoritas. :)

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Bicicletas dobráveis: um comparativo entre Blitz, Dahon e Caloi

Este ano tive duas bicicletas furtadas dentro do meu prédio, por conta disso decidi comprar uma bicicleta dobrável, com o intuito de guardá-la dentro de casa. Comentando no twitter e no facebook, alguns amigos se mostraram interessados em mais informações, e decidi compartilhar a pesquisa que estou fazendo sobre bicicletas dobráveis aqui no blog.

Bicicletas dobráveis podem ser colocadas num cantinho da sala, no porta-malas do carro, embaixo da mesa no trabalho ou transportadas com uma bolsa específica – o que é especialmente interessante para quem gostaria de utilizá-la conjuntamente com o transporte público (como no caso das Barcas, que cobram o transporte de bicicletas normais durante a semana à parte, ou no caso do Metrô Rio, que impede o transporte de bicicletas normais durante a semana).

As dobráveis são bicicletas que, na maioria das vezes, possuem uma roda de tamaho diferenciado (20″ / 50 cm), e o canote (ferro do banco) e mesa (ferro do guidão) mais alongados do que numa bicicleta normal. Esta é uma bicicleta dobrável típica:

foldable bike love - dahon mariner d7 por Tricia Wang 王圣捷

Apesar de aparentar certa fragilidade, as dobráveis são bem flexíveis – costumam servir para pessoas de diferentes tamanhos. Por exemplo, a Dahon Speed D7 suporta pessoas de até 1,42 a 1,95 metro, com até 105 kg. Então se você é grande isso muito provavelmente não será um problema.

Em geral, elas dobram no meio do quadro e na mesa, além de permitirem torção do guidão (para que ele fique paralelo ao quadro) e recolhimento e torção do canote (para o banco ficar baixinho) e dos pedais (que dobram, ficando paralelos ao quadro, ocupando menos espaço). Uma bicicleta dobrável típica fica com esta aparência quando dobrada:

folded with ergon gc3 grips por owenfinn16

Apesar de no mercado nacional existirem bicicletas dobráveis com rodas de 16″ (40 cm) a 26″ (66 cm), irei focar nas de 20″, que são as mais populares; além disso, listarei as bicicletas por ordem de preço, indicando as lojas online mais baratas. O menor preço foi encontrado através do Buscapé no momento da confecção do texto, e não indicam preferência por nenhuma loja em específico; caso você tenha interesse em adquirir alguma das bicicletas, recomendo fazer uma nova tomada de preços, assim como verificar nas bicicletarias locais. Mencionei também o preço parcelado, para que você possa comparar com o seu gasto mensal com transporte e ver o quanto pode economizar comprando a bicicleta e em quanto tempo ela se paga.

No Brasil, as bicicletas dobráveis mais vendidas são de 2 fabricantes internacionais, a Blitz e a Dahon. A Blitz possui uma penetração maior no mercado nacional – o que se dá, na minha opinião, principalmente por ter bicicletas com um preço mais baixo que a Dahon -, enquanto a Dahon domina o mercado mundial (com 2/3 da venda de bicicletas dobráveis) mas é menos popular aqui no Brasil devido a seu preço maior. Além disso, a Caloi recentemente retornou ao mercado de bicicletas dobráveis com o modelo Urbe.

Sem mais delongas, vamos à lista!

Blitz City

O modelo mais simples das bicicletas dobráveis é a Blitz City. Com quadro de aço-carbono (ao contrário dos outros modelos, de alumínio) ela é um pouco mais pesada que as demais (14 kg, contra aprox. 12 kg dos outros modelos) e não possui marchas, sendo a opção mais em conta à venda, indicada para trajetos curtos e planos. Infelizmente o site da Blitz é pobre em especificações técnicas, mas a Blitz City conta também com bagageiro e para-lamas, e está disponível em duas cores, grafite e preto fosco. O melhor preço que eu pude encontrar foi R$ 599 (em até 12x de R$ 49,92, sem juros) ou com 5% de desconto no pagamento em boleto (R$ 569,05) na freecycle. Veja outras lojas no Buscapé.

Blitz Alloy

Em ordem de preço, o modelo seguinte é a Blitz Alloy. Mais leve que a City (12,5 kg, vs. 14 kg), ela possui 6 marchas (Shimano Tourney, com passador Grip Shift, daqueles que se gira como um acelerador de moto), além do quadro de alumínio (razão do peso menor) e aros da roda de aço inoxidável (de maior qualidade que os da City, que são zincados). A Blitz Alloy está disponível em três cores – preto fosco, grafite e vermelho – a partir de R$ 889 (em até 10x de R$ 89,90, sem juros) no CompraFácil. Veja outras lojas no Buscapé.

Dahon Durban Metro


A Durban Metro é uma dobrável simples, de uma marcha, fabricada pela Dahon (embora não conste no site, não pude descobrir o porquê), seria equivalente à Blitz City. Ela traz algumas melhorias ao modelo da concorrente, tais como o peso reduzido (11,5 kg vs. 14 kg) e quadro de alumínio. Disponível em quatro cores – amarelo, marrom, rosa e azul piscina – a partir de R$ 990 (em até 12x de R$ 82,50, sem juros) na Netshoes. Veja outras lojas no Buscapé.

Blitz Impulse

O modelo seguinte é a Blitz Impulse. Ligeiramente mais leve que a Alloy (12 kg, vs. 12,5 kg), permite maior velocidade, por possuir uma relação diferenciada, com uma catraca maior e pneus slick (mais finos); possui um sistema de dobratura simplificado, quadro hidroformado de alumínio, passador indexado (aquele que as marchas “pulam” para o lugar certo, mais simples de utilizar) e cubos reforçados. A Blitz Impulse está disponível em quatro cores – branco, preto, verde e vermelho – a partir de R$ 1219 (em até 12x de R$ 101,58, sem juros) no Submarino. Veja outras lojas no Buscapé.

Dahon Eco C7


A Dahon Eco C7 é anunciada no site como o modelo de entrada da empresa. Com 12,1 kg, possui alguns diferenciais interessantes, como pneus de alta pressão (65 psi) e 7 marchas, bem como o sistema de dobras da Dahon, superior ao da Blitz. As outras características seguem o encontrado nas outras bicicletas, como quadro de alumínio, por exemplo. A Dahon Eco C7 está disponível em quatro cores – branco, preto, azul e vermelho – a partir de R$ 1490 (em até 12x de R$ 124,17, sem juros) na Netshoes. Veja outras lojas no Buscapé.

Caloi Urbe

A Caloi, que já foi referência no mercado nacional de bicicletas dobráveis com a clássica Caloi Berlineta a partir da década de 60, tirou o produto de linha após a grande popularidade do ícone Caloi 10 e das mountain-bikes. Agora, com a recente (re-) popularização dos modelos dobráveis, está voltando ao mercado com a Caloi Urbe. Única opção nacional, parece ser um modelo recém-lançado, pois não pude encontrá-lo em nenhuma loja online (nem mesmo na loja oficial da Caloi). Porém, daqui a alguns meses, talvez venha a ser uma opção interessante. O preço sugerido de venda é R$ 1499. Veja mais detalhes no site da Caloi.

Dahon Speed D7

A Dahon Speed D7 seria o modelo topo de linha das bicicletas de 20″ vendido no Brasil (pelo menos que eu pude encontrar facilmente na internet). Dentre os diferenciais em relação à Eco C7 estão a relação mais speed (34″-92″ da Speed D7 contra 37″-73″ da Eco C7), além de componentes e juntas de qualidade superior. A Dahon Speed D7 está disponível em 8 cores (no site do fabricante, não sei se todas estão disponíveis no Brasil) por R$ 1890 (em até 12x de R$ 157,50, sem juros) na Netshoes. Veja outras lojas no Buscapé.

Fora as bicicletas de 20″, existem outras opções, como a Dahon Curve D3, de aro 16″ (com roda ainda menor, mais portátil) à Dahon Matrix, de aro 26″ (de tamanho “normal” como as mountain-bike convencionais).

Você tem uma bicicleta dobrável? Tem vontade de ter uma? Deixe seu comentário!

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Brasuino, o Arduino livre da Holoscópio

O pessoal da Holoscópio lançou um projeto muito interessante: o Brasuino, uma versão 100% livre (GPLv2+) do Arduino. Não conhece o Arduino? Veja mais detalhes.

O Brasuino BS1 uma releitura do Arduino Uno, totalmente compatível (pinagem, shields e software), feito com software livre (Kicad) e que traz algumas mudanças interessantes, como a mudança do conector USB B (“USB de impressora”) por um conector Mini USB. Segundo o site:

  • Compatível com os shields do Arduino Uno e o software Arduino
  • Utiliza o microcontrolador ATMEGA328 em 16MHz, com 32KiB de memória Flash, 2KiB de memória RAM e 1KiB de memória EEPROM;
  • Possui um microcontrolador secundário (ATMEGA8U2) que pode ser utilizado por usuários avançados para criar dispositivos USB diversos;
  • Hardware Livre: projetado com software livre e licenciado como tal, faça o que quiser com o seu Brasuino!

Comprei o lote zero (protótipo, apenas 10 peças produzidas!) há 2 semanas e estou bastante satisfeito com o produto. O preço de venda da versão final será de R$ 90. Veja mais detalhes na loja da Holoscópio.

Veja algumas fotos que tirei do Brasuino junto de um Arduino Duemilanove e um shield Ethernet:

Estou desenvolvendo com o JC um projetinho de controle de acesso com RFID e verificação de acesso em um webservice, apelidado de Cerberuino. Mais detalhes em breve.

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Kindle novo e o atendimento ao cliente da Amazon

(ou ainda uma interessante reflexão sobre os impostos brasileiros)

Costumo compartilhar no meu blog histórias sobre problemas com empresas – já compartilhei o meu relato com a Nokia, que chegou às vias judiciais – mas hoje venho falar sobre o outro lado da moeda. E, infelizmente, do mundo.

Em janeiro deste ano, comprei um leitor de livros Kindle 3G na Amazon. Paguei 189 dólares – pouco mais de R$ 300 – e mandei entregar na casa da minha namorada, que no momento estava nos Estados Unidos. Este mês – quatro meses depois, portanto – após deixá-lo na mochila na maior parte do tempo, tive a ingrata surpresa de ver que a tela estava trincada:

Pois bem, resolvi ligar para o suporte ao cliente da Amazon e ver o que poderia ser feito. Segue abaixo uma transcrição resumida da conversa:

- Oi, eu quebrei a tela do meu Kindle. É possível realizar a troca da tela? Se sim, por quanto?
- Você poderia me descrever como aconteceu o problema?
- Bom, eu deixei na mochila como sempre faço desde que o comprei. Hoje, fui pegar para para ler e vi que ela estava congelada. A parte de baixo da tela funciona, dá para passar as páginas do livro, mas a parte de cima está travada com a proteção de tela e apresenta manchas radiais, como se estivesse trincada. Passando o dedo na tela não sinto nenhuma elevação… aparentemente algo pontudo pressionou a tela. Eu não usava nenhum tipo de capa.

Pausa: Note que eu não dei uma de joão sem braço dizendo que ele parou de funcionar misteriosamente, inventei história, nada disso.

- OK. Bom, eu vejo aqui que você comprou há menos de um ano, então o seu Kindle está coberto pela garantia. Nós vamos enviar um Kindle novo para você gratuitamente, basta que você nos envie o antigo. Eu envio para o seu endereço da Florida ou do Rio de Janeiro?
- Para o Rio de Janeiro, por favor.
- Tudo bem. Bom, como a receita federal do Brasil provavelmente irá cobrar impostos, nós vamos fazer o seguinte: estou dando um estorno no seu cartão de crédito no valor do aparelho com o frete para o Brasil, e estou fazendo um pedido de um Kindle novo para a sua residência. Assim, será feita uma cobrança de 409.71 dólares seguido de um estorno no mesmo valor.

Estou mandando para você um email com os detalhes completos, incluindo o endereço para o qual você deve mandar o Kindle quebrado. No email, há um link para você informar o custo do frete, que também será reembolsado. Utilize o envio expresso; o pacote deve chegar em até 30 dias. Por favor, envie com número de rastreamento e seguro, de forma que se o pacote for extraviado, você seja contemplado pelo seguro dos Correios, o estorno será cancelado e ficará elas por elas.

Isso foi no dia 18, numa quarta-feira, à tarde. No mesmo dia, de noite, fui numa agência dos Correios e postei o Kindle quebrado para Lexington, Kentucky, e o valor total do envio, incluindo seguro, aviso de recebimento e uma caixa para acondicioná-lo foi R$ 43.

No dia seguinte, quinta-feira dia 19, recebo um email dizendo que o Kindle novo foi postado, e o recebi no dia 23, segunda-feira de manhã. Vale à pena ilustrar com um fragmento da fatura do cartão de crédito:

Tirando o Imposto sobre Operações Financeiras, podemos notar 4 transações: a cobrança no valor de 409.71 dólares, um estorno de US$ 27,00 (valor que eu reportei do frete dos Correios) e mais dois estornos de US$ 236,90 e US$ 172,81. O primeiro é referente ao valor do Kindle (189,00) mais o frete (20,98) e o desembaraço aduaneiro antecipado (26,92). O segundo? Imposto.

A compra de um aparelho de 189 dólares resultou no pagamento de US$ 172,81 de impostos. Isso representa 91,43% do valor do produto em impostos. Segundo o Documento de Arrecadação de Receitas Federais (DARF) anexo à caixa do produto, foram cobrados sobre um “valor aduaneiro” de R$ 339,45 (valor do produto mais o frete): 60% de Imposto de Importação (II), no valor de R$ 203,67, e 15% de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS), no valor de R$ 96,99. Sim, os valores não batem com as porcentagens, mas não é para isso que quero chamar a atenção.

Em resumo: comprei um leitor de livros por 189 dólares, quebrei, liguei pro atendimento, disse que quebrei e eles me mandaram outro gratuitamente, inclusive pagando os escorchantes impostos brasileiros, com um custo total de 409,71 dólares.

Bom. É possível imaginar que o posicionamento da Amazon é natural visto que o negócio deles é vender livro, não o hardware – afinal, sem ter um leitor de livros, eu não compraria livros. Entretanto, não posso deixar de notar o contraste com relação ao atendimento ao cliente em geral aqui no Brasil. Posso imaginar, de forma cômica, o mesmo diálogo com uma empresa qualquer no país:

- Olá. Quebrei meu gadget, tenho garantia?
- Infelizmente não senhor. No popular: só lamento. Digo, só posso estar lamentando…

Além da pesada carga tributária e do péssimo atendimento, ainda temos que aguentar o gerundismo. Não é mole não…

P.S.: Com o Kindle de volta, assim que tiver um tempo retomarei a série de posts sobre o leitor. Sim, estou encantado com ele… quando estava com o Kindle quebrado, baixei o aplicativo para Android, comprei um livro (1822 do Laurentino Gomes) e li até quase a metade. Quando o Kindle chegou, tirei da caixa, liguei e automaticamente o livro foi transferido da internet, e quando eu mandei abrir ele carregou exatamente do ponto onde eu tinha parado no celular. :)

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Rapidinhas: reinstalando o sistema sem formatar o disco, apenas apagando arquivos de configuração

Se por qualquer motivo você quiser ou precisar reinstalar um sistema Linux (seja a distribuição que for), mesmo que não tenha os arquivos pessoais em outra partição, não precisa movê-los para uma mídia externa/outra partição para depois movê-los de volta. As distribuições atuais permitem que você faça uma instalação por cima da outra. Entretanto, arquivos de configuração dos usuários podem permanecer; em muitos casos o erro pode ser causado justamente por eles, então vamos ver como é possível fazer apagar somente eles, mantendo todos os outros arquivos.

De um Live CD qualquer, abra um terminal e:

sudo mount /dev/sda1 /mnt
aqui dizemos que queremos acessar os arquivos da primeira partição do primeiro disco no diretório /mnt. Substitua /dev/sda1 pela partição correspondente caso não seja o caso;

sudo rm -rf /mnt/home/usuário/.*
aqui apagamos todos os arquivos e pastas que começam com um ponto na frente, o que no Linux significam arquivos ocultos, usados pelos programas como arquivos de configuração; repita para cada usuário do sistema;

sudo umount /mnt
finalmente, liberamos o acesso à partição do HD.

Você pode inclusive fazer isso em distribuições diferentes. Por exemplo, estava com o Ubuntu 11.04 instalado e após ficar de saco cheio com a barra do Unity resolvi testar como está o openSUSE com KDE. Bastou fazer estes três passos e instalar o sistema, escolhendo na instalação não formatar o disco, para não ter problemas com os arquivos de configurações antigos mas no entanto não precisar me preocupar em mover todos os meus arquivos para um backup e depois recuperá-los.

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