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Ontem tive um freela no qual a missão era instalar 10 servidores LAMP (Linux, Apache, MySQL, PHP) com o Ubuntu Server, PHPMyAdmin, OpenSSH-server e ProFTPd. Os 10 servidores deveriam ter IPs fixos diferentes.

A instalação do primeiro servidor foi tranquila, pois o Ubuntu Server já instala o LAMP e o SSH para você automaticamente. Após a instalação terminar, é bom deixar tudo atualizado:

sudo apt-get update && sudo apt-get dist-upgrade

Restando apenas instalar o PHPMyAdmin e o ProFTPd, o que foi trivial:

sudo apt-get install phpmyadmin proftpd

A dica aqui é criar no servidor uma partição pequena, como 5 Gibibytes, para que não seja necessário copiar 250GiB de zeros (ou qualquer que seja o tamanho do HD) à toa. É uma boa também criar partições pequenas para que você possa usar HDs de tamanhos diferentes. Depois, se necessário, você poderá redimensionar a partição com o cfdisk ou com o gparted.

Mas vamos ao que interessa. Para clonar as máquinas (que não precisam necessariamente ser idênticas, embora seja uma boa que sejam para evitar dores de cabeça) eu usei o ddrescue. Para tal, retiramos o HD da primeira máquina, plugamos na segunda (onde, como as máquinas tem só um HD, reconhecido como /dev/sda, o HD extra com o servidor a ser clonado será reconhecido como /dev/sdb. Se esse não for o caso, verificar com sudo fdisk -l) e bootamos com um LiveCD do Ubuntu (ou “LivePendrive”, usei o Ubuntu Netbook Remix que instalei no meu Acer Aspire One :) ). Nele, vamos usar o modo texto, então aperte Ctrl+Alt+F1 – ou abra um terminal gráfico em Aplicativos > Acessórios > Terminal, se preferir. Vamos começar criando uma tabela de alocações vazia no HD zerado (ou com qualquer outra coisa instalada) para que possamos fazer a cópia:

sudo cfdisk -z /dev/sda

No cfdisk, pressione W (Shift+w) e entre com yes para gravar uma tabela de alocação vazia. Note que isto apaga os dados do disco, então tenha certeza de que está usando o dispositivo certo. Agora instalaremos o ddrescue, que fará o trabalho da clonagem:

sudo apt-get install gddrescue

E vamos botar a cópia para rolar.

sudo ddrescue -v --max-size=5Gi /dev/sdb /dev/sda

Os parâmetros são: -v para um modo verbose (indicar a posição da cópia), --max-size=nXX para indicar o quanto copiar, (é opcional, mas se você tem HDs de um 1TB, você não irá querer que ele fique horas copiando um monte de zeros, não é mesmo?) e finalmente /dev/sdx e /dev/sdy são os dispositivos de origem e destino da cópia. Note que a ordem é importante, cuidado pois você pode acabar apagando o servidor original se for descuidado nessa parte. Agora podemos desligar a máquina, tirar o HD de origem da cópia e reiniciá-la.

Um problema que notei foi que mesmo usando máquinas com estritamente o mesmo hardware, a placa de rede é detectada de forma diferente (por exemplo, se na primeira máquina era eth0, na segunda será eth1). Isto é um problema para servidores, pois o script que carrega a configuração de IP fixo está amarrado numa determinada placa. Assim, vamos editar esse arquivo:

sudo nano /etc/network/interfaces

e corrigir as referências de eth0 para eth1. Eu não sei exatamente porque isto acontece, acredito que haja um bind do MAC Address da placa com o endereço da placa no Linux, mas não sei onde essa relação se encontra, e tive que fazer a mudança manualmente. Aproveite para trocar o endereço de IP fixo, se necessário.

Além disso, como a placa de rede não sobe, não há um IP válido, então se você colocou um bind-address diferente de localhost na configuração do MySQL, ele também não irá carregar. Assim, caso você tenha trocado o IP no passo anterior, edite o arquivo de configuração do trocando o bind-address:

sudo nano /etc/mysql/my.cfg

No mais, é isso. Demorei um bocado para configurar a primeira máquina, tava batendo cabeça com as permissões do FTP, umask etc., me enrolei um pouco com o mod rewrite e o htaccess do Apache, e também na clonagem da primeira máquina eu não conseguia entender porque a placa de rede não estava subindo, mas depois que notei o problema e estabeleci estes passos, a clonagem das máquinas e sua posterior configuração ocorreu de maneira muito rápida, gastando menos de 10 minutos por servidor.

Antes de terminar, agradeço ao Pedro Marins que me indicou o freela e a possibilidade de aprender sobre este assunto. Valeu PNC!

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Hoje dei uma palestra na UNIRIO, na aula de Interação Humano-Computador, “Apresentando o GNOME”, apresentando a visão de usabilidade e os conceitos básicos de um ambiente desktop GNOME.

Seguem os slides: apresentando-o-gnome.odp (pdf)

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Com o lançamento da nova versão do Ubuntu 9.04 Netbook Remix, uma versão específica para notebooks pequenos, resolvi experimentar no meu Acer Aspire One. Até então rodava o Ubuntu 8.10 Desktop com algumas personalizações, mas que exigiam configuração manual (por exemplo, era necessário configurar manualmente o controlador de internet sem fio).

Após baixar a imagem do novo ubuntu e gravar num pendrive, dei o boot no novo sistema. Surpresa! Tudo funcionando perfeitamente, inclusive a internet sem fio, o que costumava dar problema antes. Bom, vou listar aqui, sem nenhuma ordem específica, alguns comentários sobre o novo sistema:

  • Praticamente todo o hardware funcional (com exceção dos leitores de cartão que não estão funcionando de forma hot-pluggable – isto é, é necessário dar boot no sistema já com o cartão que se pretende acessar)
  • Interface netbook (Maximus) configurada perfeitamente. Isso realmente permite otimizar o espaço da tela sem prejudicar o acesso às funcionalidades. Tinha feito antes, no Ubuntu 8.10, mas deu um trabalho grande e não ficou perfeito como agora. Mas nem tudo são flores, essa interface não trabalha corretamente com o Compiz (efeitos gráficos avançados), se ativados eles conflitam.
  • Apesar da falta de efeitos gráficos, o novo sistema de notificação, usado para mostrar a mudança de volume e brilho funciona de forma extremamente semelhante à versão desktop, apenas não tendo a transparência.
  • Seleção de pacotes diferenciada da versão desktop – inclui FBReader (leitor de e-books), Cell Writer (input de caracteres via gestos, semelhante a escrita do Palm) e o Cheese, mas vem sem o GIMP.
  • Suspensão para a RAM funcionando perfeitamente, e já configurada para acontecer ao fechar a tampa. Essa foi uma notícia muito interessante, sempre quis suspender mas encontrava um bug ou outro. A hibernação provavelmente também está funcionando, mas não testei pois não quis desperdiçar 1GB (dos 8GB do SSD) com swap.
  • O LED do Wireless não vem configurado, mas pode ser facilmente ativado instalando-se o pacote linux-backports-modules-jaunty.
  • O PulseAudio está com um bug, em que o som do microfone fica cortado. Vá em Preferências > Som e mude o dispositivo de captura de “ALSA” para “HDA Intel ALC268 Analog(ALSA)”.

Fonte: Wiki do Ubuntu.

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Slides da minha palestra no FLISOL Rio de Janeiro 2009 – Jogos no Linux (download pdf, slideshare).

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O espaço no seu computador está acabando, e você vai todo serelepe comprar um HD de 1 TB. Disco instalado, tem de fazer o particionamento. No Linux, geralmente utilizamos partições ext3 para tal. Assim, você abre o GParted:

captura_de_tela-dev-sdc-gparted

Que o HD tinha 931.51 GiB ao invés de 1000, isso você já sabia. Ou não? Isso acontece porque os fabricantes são sacanas e projetam os HDs com múltiplos de base 10, ao invés da base 2, o que seria o correto. Assim, um HD de 1 TiB deveria ter 1 (byte) x 1024 (kilo) x 1024 (mega) x 1024 (giga) x 1024 (tera) =  1.099.511.627.776 bytes, mas na verdade eles botam 1.000.000.000.000 bytes, o que fazendo as divisões dá: 1.000.000.000 / 1024 = 976.562.500 kiB / 1024 = 953.674,32 MiB / 1024 = 931,32 GiB.

Disputas de nomenclatura à parte, você divide o disco em apenas uma partição e a formata como ext3. Alguns minutos depois, a operação está concluída:

captura_de_tela-dev-sdc-gparted-1

Como assim 14,81 GiB utilizados com nada, você se pergunta? Isto acontece porque, por padrão, o sistema ext3 separa 5% para o super-usuário (root), o que permite o boot mesmo em casos que o HD esteja lotado de pr0n arquivos do usuário, e ajuda a evitar a fragmentação. Isso é legal para a partição que o sistema está instalado, mas um desperdício de espaço numa partição de backup. Para corrigir isto, vamos a um terminal e:

sudo mkfs.ext3 -m 0 -L "label" /dev/sdxN

(Substitua o x e o N pela letra e número correspondente a sua partição.)

A flag -m representa a porcentagem de espaço reservado para o super-usuário.

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