Snow Leopard e Ubuntu Lucid em dual boot

Instalei o MacOSX Snow Leopard 10.6.1 no meu Dell Inspiron 1525 (valeu David!) usando este guia, e resolvi testar o Ubuntu Lucid Lynx 10.04 beta 1. Como o Hackintosh usa o Chameleon como gerenciador de boot, tive de instalar o GRUB na partição do Linux (e não na MBR como de costume) e iniciar o GRUB pelo Chameleon.

O processo é simples: na instalação do Ubuntu, na última tela antes da cópia de arquivos, clique no botão Avançado e desmarque a caixinha, dizendo que você não quer instalar o gerenciador de boot. Depois, é só instalá-lo na partição de destino:

sudo -i
mount /dev/sdaN /mnt
grub-install --root-directory=/mnt/ /dev/sdaN --force

Neste passo, o GRUB irá reclamar que está sendo instalado numa partição e não na MBR. Não tem problema pois já usamos o Chameleon como bootloader.

/usr/sbin/grub-setup: warn: Tentando instalar o GRUB numa partição em vez da MBR. Isto é uma MÁ ideia..
/usr/sbin/grub-setup: warn: Não é possível embutir. O GRUB só pode ser instalado nesta configuração usando listas de bloqueio. Porém, listas de bloqueio NÃO SÃO CONFIÁVEIS e seu uso é desencorajado..

Continuando:

mount --bind /proc /mnt/proc
mount --bind /dev /mnt/dev
mount --bind /sys /mnt/sys
chroot /mnt update-grub
umount /mnt/sys
umount /mnt/dev
umount /mnt/proc
exit

E pronto! O Chameleon detecta a partição Linux e já adiciona ao menu automaticamente.

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Programa de Empréstimo de GPS a Voluntários do OpenStreetMap

Do blog do Claudomiro:

Em julho do ano passado eu, o colega Arlindo Pereira e mais 12 voluntários do projeto Openstreetmap de vários países do “Terceiro mundo” receberam um estipêndio do “Scolarship Program” para participar do 3o congresso global do projeto OpenstreetMap (State of The Map) em Amsterdã. Esta foi uma oportunidade única para nos integrarmos ainda mais nessa comunidade verdadeiramente global e para nos inspirar com as soluções criativas e o trabalho duro de outros colegas que vieram de dezenas de países diferentes.

Mas o programa não parou por aí. A fim de que tivessemos a chance de levar nossa participação a outro nível, parte da verba do programa foi liberada para desenvolvermos atividades posteriores ao congresso em nossos países. Após alguns meses de discussão, achamos que o melhor uso para esse dinheiro seria o de iniciar um programa de empréstimo de aparelhos GPS tornando a coleta de dados mais fácil para os voluntários interessados.

Durante esse ano de 2010 estaremos adquirindo e enviando para os candidatos que forem aprovados aparelhos do tipo “dataloggers” que são extremamente práticos na função de coletar trilhas (traçados de vias) e pontos de interesses. Pretendemos chegar a distribuir entre 10 e 15 desses aparelhos para candidatos de todo o país.

Portanto, se você já se interessa pelo projeto a algum tempo e não tem conseguido contribuir com dados porque sua localidade não é coberta pelas imagens de satelite ou mesmo se você faz viagens rodoviarias frequentes, estamos muito interessados em sua participação. Dê uma olhada em como participar em http://wiki.openstreetmap.org/wiki/Pt-br:Programa_GPS-Brazil o mais rápido possível. Devemos anunciar a escolha dos primeiros voluntarios em 15/04/2010.

Queremos agradecer ao Open Society Institute pela liberação dos fundos e ao OpenstreetMap Foundation pela organização do “Scolarship Program” e em particular ao Mikel Maron um dos membros de seu conselho por dedicar muito do seu tempo e energia pra que tudo isso fosse possível. Tambem agradecemos a todos integrantes da lista talk-br que deram sugestões e ao Vitor George que aceitou nosso convite para ajudar na organização do programa.

Bom Mapeamento!

http://www.openstreetmap.org/user/Claudomiro/diary/10056

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Convertendo FLAC para ALAC

Assim como o N95, o iPod Touch também não suporta reproduzir arquivos FLAC. Pesquisando se o iPod Touch lia algum formato sem perdas semelhante, encontrei o Apple Lossless Audio Codec. Embora proprietário (tal qual o MP3 ou o MP4-AAC) como a conversão é sem perdas é possível voltar ao arquivo FLAC original se desejado.

#!/bin/sh

echo ""
echo "flac2alac - script de conversão de áudio FLAC para ALAC"
echo "Este script usa o ffmpeg para conversão de áudio do tipo"
echo "FLAC (Free Lossless Audio Codec) para ALAC (Apple Lossless Audio Codec)."
echo "Por Arlindo \"Nighto\" Pereira"
echo ""

if [ "$1" ]
then
	ffmpeg  -i "$1" -acodec alac "`basename "$1" .flac`.m4a" \
		-metadata title=\""$(metaflac --show-tag=TITLE "$1" | sed 's/TITLE=//g')"\" \
		-metadata author=\""$(metaflac --show-tag=ARTIST "$1" | sed 's/ARTIST=//g')"\" \
		-metadata album=\""$(metaflac --show-tag=ALBUM "$1" | sed 's/ALBUM=//g')"\" \
		-metadata year=\""$(metaflac --show-tag=DATE "$1" | sed 's/DATE=//g')"\" \
		-metadata track=\""$(metaflac --show-tag=TRACKNUMBER "$1" | sed 's/TRACKNUMBER=/$
		-metadata genre=\""$(metaflac --show-tag=GENRE "$1" | sed 's/GENRE=//g')"\"
else
	echo "Entre com o nome do arquivo para converter:"
	echo "flac2alac arquivo.flac"
	echo ""
exit 1
fi

Assim como o flac2mp4, você pode converter vários arquivos num diretório com for i in *.flac; do flac2alac "$i"; done.

Fontes:

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Juizado Especial Cível – como processar empresas de maneira fácil

Minha saga judicial com a Nokia chegou ao fim: recebi R$ 550,00 de indenização por ter sido recusado o conserto do meu fone bluetooth BH-501. Veja mais em: Problemas com a Nokia, Problemas com a Nokia, parte 2, Seu fone bluetooth BH-501 quebrou? Processe a Nokia!, Denúncia ao Ministério Público – Nokia não oferece garantia nem peças de reposição. Assim sendo, me senti na obrigação de tecer um post explicando como foi o processo e indicando o caminho das pedras.

Antes, é claro, um aviso necessário: não sou da área de direito. Se alguém tiver um conhecimento maior e quiser acrescentar algo, ou notar que falei alguma besteira, por favor utilizem a caixa de comentários. Como se diz em inglês, IANAL – I Am Not A Lawyer.

Vamos lá. Muita gente já ouviu falar naquele tal de Procon. PROCON é uma sigla que significa Programa de Orientação e Proteção ao Consumidor. Basicamente eles tem postos de atendimento (veja aonde aqui no Rio) aonde alguém ouvirá o seu problema e lhe encaminhará para o Juizado Especial Cível. Como eu já sabia que deveria me dirigir a ele, pulei esta etapa.

O Juizado Especial Cível é um lugar onde você efetivamente poderá processar as empresas seguindo algumas regras especiais:

  1. É limitado a R$ 5.000,00 (se o seu prejuízo moral ou material for maior do que isto, você deve usar a justiça convencional); e
  2. Exercita a inversão do ônus da prova.

Este segundo ponto é o mais importante; na justiça convencional eu provavelmente teria de contratar um especialista e apresentar um laudo comprovando que o fone quebrou sozinho e não por quedas; se eu ganhasse, anos depois, esses gastos seriam ressarcidos. No Juizado Especial Cível não, suas declarações são tidas como verdade e cabe à empresa provar se elas procedem ou não. De uma forma geral, o Juizado Especial Cível foi criado para trazer a justiça mais próxima das pessoas; para processos simples como o meu (e provavelmente o seu) não é necessário usar advogado (o que seria um desperdício de dinheiro pois ele lhe cobraria 30% da indenização). Você pode contar com o advogado dativo (um advogado que fica de plantão para responder dúvidas).

Antes de continuar, um parênteses necessário: o Juizado Especial Cível é um prédio público e, como tal, segue uma lei na minha opinião arcaica do que é considerado decência (o que particularmente acho uma babaquice, mas isto é assunto para outro post). Sendo mais claro, não é possível entrar no edifício trajando shorts ou bermudas (enquanto mulheres podem entrar de saias no joelho). Já tive que voltar pra casa por conta disso porque fui para o juizado de bicicleta; andar de calça de bicicleta não é muito agradável… enfim, divago. Prossigamos.

Mais uma coisa importante. O Juizado Especial Cível serve basicamente para você e não para o coletivo. O que quero dizer com isso? No meu caso com a Nokia, a Nokia vai me dar dinheiro pelo fone quebrado, mas não necessariamente vai resolver o problema com as outras pessoas. Se você (como eu) acredita que eles deveriam resolver o problema para todas as pessoas, faça também uma denúncia ao Ministério Público. Para isto, basta mandar uma mensagem aqui.

Continuemos. O primeiro passo é se dirigir ao Juizado Especial Cível mais próximo de sua residência (veja a lista dos JEC do Rio de Janeiro aqui). Lá há uma equipe de pessoas prontas a ouvir o seu problema e sugerir o procedimento seguinte. Se você quiser já dar entrada de uma vez, redija num manuscrito ou no computador um documentando contando como foi o acontecido de forma resumida. Uma página de texto está OK; Lembre-se que o juiz provavelmente lerá rapidamente e/ou não entenderá termos técnicos. Leve também comprovantes relacionados ao produto (por exemplo, no meu caso, nota fiscal do fone e ordem de serviço da assistência técnica), bem como documentos como identidade, CPF e comprovante de residência. Tenha em mãos também o endereço do réu (a empresa que você quer processar) completo com CEP. Com tudo isto em mãos, vá de manhã no juizado, pegue uma senha para o atendimento e relate o acontecido para a pessoa que lhe atender para que ela possa determinar a ação jurídica necessária (no meu caso foi “Ação de Responsabilidade Civil”). Neste atendimento você preencherá um formulário com os seus dados, o seu relato (se não quiser trazer pronto, pode fazer na hora) e anexará 4 fotocópias de seus documentos e todos os comprovantes que você trouxe. Feito isso tudo, você será encaminhado ao protocolo e seus documentos entrarão numa pasta virando um “processo” e você ganhará uma cópia dele, contendo um adesivo com o número do processo e com a data marcada da audiência de conciliação. No meu caso, entrei com o processo no dia 30/06/2008 e a audiência de conciliação foi marcada no dia 03/09/2008, às 16h30.

Dois meses depois, lá estava eu na audiência. Ela é extremamente importante; se você faltar ou chegar atrasado, já era – vai ter que entrar com outro processo e esperar mais 3 meses. Nela, estarão numa sala você, um ou mais representantes da empresa processada (réu) e um “juiz leigo”, um profissional que basicamente digitará no computador a decisão tomada e marcará o que for necessário. Nessa audiência, o advogado – que recebeu uma cópia do processo e já está à par da situação – basicamente lhe convencerá a entrar em um acordo, receber uma mixaria (no meu caso, foi oferecido R$ 300, não aceitei e o valor subiu para R$ 400, o que aceitei) – o que basicamente é uma forma jurídica de te dar dinheiro pra calar a boca. Eu recomendo que você não aceite; aceitar não vai tornar o processo mais rápido (veja bem, no meu caso levou 1 ano e meio – de 03/09/2008 a 19/02/2010 para ver a cor do dinheiro). Não aceitando o acordo, será marcada uma nova audiência, desta vez chamada Audiência de Instrução e Julgamento, na qual haverá um juiz “de verdade” e ele julgará se o seu pedido procede ou não e se você deve ganhar o montante que pediu, mais ou menos dinheiro. Não sei detalhes dessa audiência de instrução e julgamento porque aceitei o acordo, mas o procedimento é mais ou menos este.

Depois de feito o acordo na audiência de conciliação ou ter acontecido a audiência de instrução e julgamento, vem a parte chata – acompanhar o processo. Para isso você não precisa sair de casa, basta ver no site do juizado com o número do processo, mas toda o trajeto que a sua papelada faz dentro do juizado leva tempo. Caso você tenha alguma dúvida pode perguntar para o advogado dativo, um advogado pago pelo governo que responde questões gratuitamente.

Depois de muitas idas e voltas (como exemplo, veja todos os movimentos do meu processo aqui), finalmente o mandado de pagamento é expedido. Quando o banco – geralmente o Banco do Brasil – declarar que o recebeu, basta ir na agência (sempre a anexa ao juizado que você abriu o processo) e ir nas mesas específicas de mandado judicial (pergunte a um funcionário do banco onde elas se localizam).

É isso! O processo leva pelo menos 1 ano, geralmente 2, então não espere ver o dinheiro amanhã… também não se estresse mais do que você já está com a empresa do objeto/serviço defeituoso. Encare como um investimento, você faz a sua parte e colhe frutos no futuro.

Mais uma vez, não sou da área de direito. Se você é, ou entende um pouco mais do que eu, seus comentários são bem vindos. Obrigado.

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Notificações de conversa no Skype

Essa é rapidinha, só para botar na penseira algo que me incomodava bastante.

É o seguinte: no Skype do Linux, quando você recebe uma mensagem, só aparece uma pequena notificação na barra de tarefas; se você não está com a caixa de som ligada, é praticamente imperceptível.

Pois bem, essa configuração sempre me incomodou muito, eu gosto de janelas pipocando minimizadas na barra de tarefas ou mesmo na frente de todas as outras janelas; sempre deixava mensagens passarem batidas por não ver o ícone na barra de notificação. Felizmente, é simples alterar: basta ir na janela de opções (botão direito no ícone do Skype), na aba Conversa na opção Quando alguém iniciar uma conversa comigo… escolher a opção desejada – Criar uma janela de conversa minimizada ou Abrir uma janela de conversa na minha frente.

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