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Publicado por Nighto e arquivado em Linux, Música, Tecnologia
UPnP ou Universal Plug and Play é uma tecnologia criada para conectar ponto-a-ponto dispositivos diversos sobre redes locais (com ou sem fio) e fazer roteamento de portas e NAT (Network Address Translation) de forma automática, para que softwares que utilizem portas não-padrões (como BitTorrent, jogos etc.) possam ter as portas roteadas sem a necessidade da configuração manual na interface web do roteador. Com o UPnP, é possível também ter um computador ou disco rígido NAS (Network-attached Storage) com músicas e vídeos e tocá-los em dispositivos como outros computadores, videogames, celulares e sistemas de som e vídeo que suportem a tecnologia. Para mais detalhes, veja o artigo na Wikipédia.
Hoje, veremos como utilizar um computador rodando Ubuntu como servidor UPnP (isto é, o dispositivo que serve os arquivos à serem tocados) e cliente UPnP (isto é, o dispositivo que toca os arquivos guardados remotamente). As duas configurações são independentes.
Antes de mais nada, é necessário ativar o UPnP no roteador, já que nem sempre ele estará ativado por padrão. Para isto, basta acessar o roteador pela interface web (geralmente, através do endereço 192.168.1.1 ou similar) e conferir se ele está ativado.
Utilizando o Ubuntu como servidor UPnP
Utilizando o computador como servidor UPnP, é possível tocar músicas e vídeos em outros dispositivos que sejam clientes UPnP, tais como: outros computadores (após configuração), Playstation 3, Xbox 360, Nokia N95 etc.
Existem diversos programas servidores UPnP. Algumas opções (da mais simples para a mais completa) são: gmediaserver, ushare e mediatomb.
Primeiro, criaremos uma pasta de compartilhamento. Os programas podem compartilhar apenas uma pasta, então caso queiramos compartilhar mais de uma pasta (por exemplo, músicas e vídeos) o ideal é criar um link para estas pastas ao invés de compartilhar a que contém tudo (por exemplo, a pasta pessoal), o que poderia ser um risco de segurança já que o UPnP daria acesso a seus arquivos a qualquer um que se conecte na rede local. Então vamos lá, abra um terminal (Aplicações > Acessórios > Terminal (ou Consola) e entre com os seguintes passos:
mkdir MidiaCompartilhada - utilize o nome que quiser, preferencialmente sem espaços para facilitar a configuração;
cd MidiaCompartilhada - entre na pasta criada;
ln -s ../Música . - aqui, criamos o link da pasta /home/usuario/Música para a pasta /home/usuario/MidiaCompartilhada/Música. Faça o mesmo para a pasta Vídeos ou para HDs externos, por exemplo: ln -s /media/disk/Músicas MusicasDoHdExterno.
sudo apt-get install ushare - instalando o GeeXboX uShare, software que compartilha os arquivos via UPnP
sudo dpkg-reconfigure ushare - agora vamos a configuração dele:
- O primeiro passo é definir o nome do compartilhamento, eu escolhi “Nighto”;
- Passo seguinte, a escolha da interface: você pode escolher se quer compartilhar pela placa de rede com fios (
eth0) ou pela rede sem fio (geralmente eth1, ath0, ra0 ou wlan0, dependendo do modelo. Para saber qual é o seu caso, abra um outro terminal e entre o comando ifconfig). No meu caso, como estou utilizando o laptop que é sempre utilizado na rede sem fio, escolhi a opção correspondente, wlan0;
- Agora escolhemos a pasta compartilhada, no meu caso,
/home/nighto/MidiaCompartilhada;
Starting uShare UPnP A/V & DLNA Media Server: ushare. É isso aí!
Agora que temos um servidor UPnP rodando na rede, podemos ativar os clientes. Não tenho (ainda! :)) um PlayStation 3 nem um Xbox 360, mas a configuração no N95 é assim: Ferramentas, Conectividade, Mídia local, Procurar rede local.
Para quem se interessar, no Windows XP é assim (pode ser necessário ter em mãos o CD de instalação do mesmo):
- Iniciar > [Configurações] > Painel de Controle;
- Adicionar ou remover programas;
- Adicionar/remover componentes do Windows;
- Clique em Serviços de Rede (no nome, não na caixa) e clique no botão Detalhes;
- Marque a caixa Interface de Usuário Plug and Play Universal e clique em OK.
- Clique em Avançar e depois em Concluir.
Agora, ele pode ser acessado através do ícone “Meus locais de rede”.
Utilizando o Ubuntu como cliente UPnP
Já o caminho inverso, a utilização do Ubuntu como cliente UPnP, também é possível, montando o compartilhamento UPnP como um sistema de arquivos utilizando o programa djmount.
O procedimento é o seguinte:
sudo mkdir /media/upnp ; sudo chmod 777 /media/upnp - Criamos uma pasta para montar o UPnP, isto é, onde os arquivos serão acessados;
wget http://circodigital.org.br/repositorio/hardy32/djmount_0.71-1_i386.deb ; sudo dpkg -i djmount_0.71-1_i386.deb ; rm djmount_0.71-1_i386.deb - Baixamos e instalamos o pacote do djmount. Caso você execute a versão 64 bits, terá de compilar o pacote.
sudo modprobe -l -t /media/upnp fuse ; sudo djmount /media/upnp - Montamos a pasta. Se quiser que isso aconteça automaticamente, vá em Sistema > Preferências > Sessões e Adicione um ítem UPnP DjMount com o comando sleep 20 && modprobe -l -t /media/upnp fuse && djmount /media/upnp
Agora podemos acessar o conteúdo de servidores UPnP no Ubuntu, bastando abrir a pasta /media/upnp. No N95, para servir os arquivos, vá na opção Ferramentas, Conectividade, Mídia local e escolha os ítens que quer compartilhar.
Referências:
Tags: compartilhamento, djmount, Linux, playstation 3, ubuntu, upnp, ushare, windows, xbox, xbox360
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Publicado por Nighto e arquivado em Linux
E seguro, bem mais seguro que a sua senha de n caracteres. Hoje veremos como logar num servidor remoto via SSH sem a utilização de senhas, utilizando o conceito de chaves privadas e públicas.
No repositório de Ubuntu do Circo Digital que mantenho, tenho de constantemente fazer uso de transferências de arquivos para o servidor. Naturalmente, não uso FTP pela insegurança, prefiro fazer uso de SSH. O problema é que os pacotes são muitos e, como estou amarrado à uma conexão lenta (300 kbps de upstream), tenho de abrir uma conexão para primeiro enviar o pacote e depois os metadados. Naturalmente, seria um saco ficar digitando a senha do usuário do servidor toda hora, por isso procurei uma solução para automatizar o processo.
A idéia de não utilizar senhas para conectar num servidor parece insegura, e realmente o é se terceiros tiverem acesso ao seu computador. Como a minha paranóia não abrange espionagem industrial e se meu laptop for roubado o máximo que irá acontecer será o meliante ligar e dizer “que porra de Uíndoux estranho é esse?”, estou tranqüilo. A idéia é usar chaves encriptadas. Você gera um par de chaves (chave pública e chave privada), guarda a chave privada no seu computador e envia a chave pública para os computadores que você queira entrar sem utilizar senha. É o mesmo processo da criptografia de correio eletrônico.
Pois bem, vamos ao procedimento.
- Entre com o seguinte comando no console, para gerar o par de chaves:
ssh-keygen -b 1024 -t rsa
- O
ssh-keygen irá perguntar aonde você quer guardar sua chave, deixe o padrão $HOME/.ssh/id_rsa apertando ENTER.
- Agora ele lhe pergunta por uma senha. A autenticação das chaves pública e privada pode ser usada sem senha, o que é o nosso caso, ou utilizando-se de uma senha, para reforçar ainda mais a segurança. Ficamos no primeiro caso, e pressionamos ENTER para deixar a senha em branco e ENTER novamente para confirmar.
- Agora que a chave foi gerada, precisamos enviá-la para o servidor. Fazemos isso com o comando
scp ~/.ssh/id_rsa.pub usuario@servidor:~/.ssh
- Chave enviada, temos agora de dizer para o servidor SSH que ela é uma chave de autenticação. Logamos no servidor (
ssh usuario@servidor), digitamos a senha pela última vez e configuramos: cat ~/.ssh/id_rsa.pub >> ~/.ssh/authorized_keys && rm ~/.ssh/id_rsa.pub
- Finito! Agora você poderá logar no seu servidor com segurança e sem precisar digitar a senha a todo momento. Para uma maior segurança, você pode fazer uma cópia de segurança de todos os arquivos do
~/.ssh da sua máquina e desativar o login “normal” de seu usuário no servidor, assim mesmo que alguém descubra a senha do seu usuário, só poderá logar caso tenha acesso físico à máquina ou às suas chaves privadas.
Baseado no artigo do Dicas-L. Tags: acesso, sem, senha, shell, ssh
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Publicado por Nighto e arquivado em Ciclismo, Linux, Tecnologia
Nessa semana, dei palestras sobre Linux para os alunos da Escola Técnica do Arsenal da Marinha (ETAM). O que é software livre, sua história, mostrando uma distribuição (no caso, o Ubuntu), essas coisas.
O combinado era que tivesse Internet no local, mas a rede era uma bizarra combinação de IP estático, Proxies e Rede Novell, então não consegui conectar na rede deles.
O que “salvou a pátria” foi o JoikuSpot, aplicativo para celulares Symbian que possuam wifi que transforma o aparelho num hotspot, isto é, roteia a conexão EDGE ou 3G para quaisquer outros aparelhos que utilizem rede wifi.
Ele permite que você entre na Internet com dispositivos que tenham wifi mas não 3G (como tablets N8×0, PSP, iPod Touch ou iPhone 1a geração) utilizando o fluxo de dados do celular.
O funcionamento é muito simples. Você instala o programa, dá um nome para a rede, escolhe se quiser uma encriptação WEP ou WPA (para terceiros não utilizarem a sua rede) e pronto.
O JoikuSpot pode ser também uma alternativa para utilização com notebooks, como fiz. Não dá para utilizá-lo por muito tempo, pois ele drena a bateria, mas pode ser uma alternativa aos modems 3G USB, já que hipoteticamente a bateria do notebook duraria menos do que a bateria do celular (ou seja, carregando os dois ao mesmo tempo, poderia-se utilizar por períodos indeterminados).
E sobre as bicicletas? Vários trabalhadores na ilha se deslocando com o veículo mais energeticamente eficiente e que não polui, já que a ilha é enorme. Legal, né?
Obviamente, fui para lá de bicicleta. Lá chegando, soube que não, não poderia entrar com ela. Não há bicicletário, e não pode prender nos postes do lado de fora (!). Não, não há exceções para palestrantes, que estão fazendo um favor à “hora do Brasil”. Naturalmente, não estava disposto a deixar minha bicicletinha na rua longe do Distrito Naval, pois a chance de perdê-la seria considerável. Quando estava quase me dirigindo ao Estacionamento Subterrâneo da Cinelândia, veio a solução mais simples, embora longe do ideal - para entrar na ilha, dobrei a bicicleta e deixei a no veículo grande, pesado e poluente do Sargento que me pediu as palestras.
Quanto ao assunto da palestra, o papo foi esse:
- Contando um pouco de história: do ENIAC aos mainframes rodando UNIX na década de 70; salto para os IBM PC na década de 80
- O que é esse tal de Linux? O Projeto GNU, kernel Linux, explosão com Internet. Idéia de distribuição Linux associada a um conjunto de peças Lego.
- Idéia de software livre. Associação com o Firefox. Software livre não é gratuito, comparar com o Internet Explorer.
- Ubuntu. Apresentação do ambiente GNOME, comparando com o Windows. Mostrar alguns programas, como o BrOffice.org e o GIMP.
- Apresentar a interface do Ubuntu. Momento “Oh!” com compiz ativado etc.
- Mas e os meus programas de Windows, como o AutoCAD? Apresentar o Wine e o VirtualBox.
- Dúvidas?
Tags: joikuspot, Linux, marinha, n95, nokia, palestra, ubuntu
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Publicado por Nighto e arquivado em Linux
Um dos meus trabalhos no Circo Digital é manter um repositório para Ubuntu com pacotes de programas multimídia compilados por mim e pela equipe. A idéia é que um usuário iniciante que queira trabalhar com multimídia tenha de adicionar apenas este repositório e já possa instalar os mais diversos programas de edição multimídia que damos oficina. Assim, aproveitei para espelhar também os repositórios do Akirad, que contém o Cinelerra, o Medibuntu, que contém diversos pacotes multimídia com restrições legais, e os pacotes do GetDeb, que contém programas diversos. A idéia é que em breve o repositório se torne o repositório oficial do Estúdio Livre. A lista dos pacotes pode ser conferida aqui.
Mas, sem mais delongas, vamos ao que interessa. Adicione o seguinte par de repositórios, de acordo com a sua distribuição:
deb http://circodigital.org.br/repositorio hardy/
deb http://circodigital.org.br/repositorio hardy32/
deb http://circodigital.org.br/repositorio hardy/
deb http://circodigital.org.br/repositorio hardy64/
deb http://circodigital.org.br/repositorio gutsy/
deb http://circodigital.org.br/repositorio gutsy32/
deb http://circodigital.org.br/repositorio gutsy/
deb http://circodigital.org.br/repositorio gutsy64/
Mais informações podem ser encontradas na página do Repositório no Estúdio Livre. Tags: deb, Linux, repositório, ubuntu
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Publicado por Nighto e arquivado em Linux
Uma dica rápida. Quando você ver acentos errados em CDs no Ubuntu, não precisa ficar renomeando na mão, basta executar um comando para acertá-los.
Primeiro, desmonta-se o CD:
sudo umount /cdrom
Depois monta-se o CD corretamente:
sudo mount /cdrom -o utf8
Isto não é freqüente, mas acontece quando há alguma falha no mecanismo de verificação de codificação no sistema de arquivos. Tags: cd, codificação, Linux, ubuntu
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