Arquivo da Categoria “Ciclismo”

Criei uma agenda no Google Agenda contendo os passeios de bicicleta no Rio organizados por diversos grupos. Desde passeios para iniciantes como na orla da praia pela ciclovia, até passeios puxados para outras cidades. O endereço é:

http://tinyurl.com/BikeRio


Se você quiser incluir seus passeios, me mande um email, nighto [arroba] nighto [ponto] net.

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Repost do Nosso Quintal. Leia também o texto de Mario Amaya.

Capacete Vermelho. A marca da Márcia

Capacete Vermelho. A marca da Márcia

Ontem, dia 14 de janeiro de 2009, caiu na paulista uma certeza. A certeza de que podemos controlar a realidade. A certeza de que, munidos de ideais e boa vontade, podemos, sozinhos, influenciar os que estão à nossa volta e trilhar um caminho que beneficie a todos. A certeza de que não podem nos derrubar.

Caiu, às 11h50 desta quarta-feira, Márcia Regina de Andrade Prado. Ciclista, amiga, companheira de cicloviagens e Bicicletada. Mas, acima de tudo, uma pessoa que lutava para tornar a vida de todo mundo, inclusive a do motorista de ônibus que a atropelou, melhor.
Essa morte, mais do que as dos outros 84 ciclistas em 2006 ou os 2 pedestres diários nesta cidade, trouxe a realidade brutal para mais perto do meu mundo. Primeiro, porque era alguém que eu conhecia e queria bem. Quando a conheci, ela parava sua bicicleta Peony azul, a mesma que a acompanhou na última pedalada, no paraciclo do Sesc Ipiranga, sem tranca. Quando perguntei por que, ela respondeu que assim, quem passasse acharia que ela estava por perto. Coisas da Márcia.
Outro motivo é que sua morte aconteceu no meu trajeto diário. Todos os dias pela manhã eu passo ali. Todos os dias pela manhã eu enfrento os mesmos motoristas de ônibus, motociclistas e motorizados em geral. Todos os dias eu corro os mesmos riscos.

Podia ser eu.

Porque além de tudo, Márcia era uma ciclista já acostumada ao trânsito, sabia se impor, tomar conta da faixa quando necessário, sabia respeitar e demandar respeito. E ainda assim, alguém que disse “estar com a consciência tranqüila”, passou por cima de seu frágil corpo. Corpo este que ficou 4 horas sobre o asfalto quente e depois sob chuva forte até que fosse retirado do local.

Eu não vou postar aqui as diversas notícias sobre o assunto. Para isso, há o Google. Só vou dizer que, em 90% delas, o assunto era, já na chamada o trânsito causado por um atropelamento de ciclista. Um mísero quilômetro de vias congestionadas pela morte de uma pessoa. Por mim, a cidade parava.

Não vou parar de pedalar. Muito menos pararei de lutar por esse mundo melhor. Porque eu quero construir um lugar em que as pessoas que eu amo possam andar e pedalar pelas ruas sem que eu tema por suas vidas. E só nesse dia eu vou descansar.

Finalizo este post com o último e-mail enviado por ela. Ironia das ironias, ela comentava a atual campanha nacional de educação no trânsito. Uma campanha que, do meu ponto de vista e de muita gente, é covarde ao delegar a segurança ao atropelado e não punir o real culpado: o motorista. Os vídeos você vê no Youtube.

Também não gostei. Principalmente do clima de fantasia para falar de “acidentes” de trânsito. Além de concordar que a campanha transfere a responsabilidade para o pedestre…

Sou a favor de campanhas impactantes, como aquele vídeo que alguém postou mostrando “acidentes” e questionando se eram acidentes mesmo.

E que aquele lindo texto da resolução 166 saia do papel e tenhamos educação para o trânsito nas escolas.
Abs,
Márcia


O Capacete que ela usava é o mesmo que eu uso, à propósito.

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Anteontem, 22 de setembro, foi o Dia Mundial sem Carro. Sexta passada rolou a Vaga Viva, nossa versão do Park(ing) Day, aqui no Rio de Janeiro na esquina da Rua Senador Dantas com a Travessa dos Poetas de Calçada (que é um beco sem-nome no Google Maps e eu inclui no Open Street Map ;) ). A idéia da ação é utilizar o espaço que seria ocupado por um carro estacionado e transformá-lo num espaço de convivência; em suma, desprivatizar o espaço público.

(Foto por Transporte Ativo, ver mais fotos no álbum do Flickr)

Note o nosso carrinho simbólico no canto inferior direito. Assim não podiam reclamar que o espaço não estava sendo utilizado para estacionamento! ;)

Acontecendo na Travessa dos Poetas de Calçada, nossa Vaga Viva teve direto até, olha que luxo, um Poeta de Calçada:

E no Dia Mundial sem Carro, tivemos não só uma, mas duas bicicletadas! Uma de tarde, da Candelária até o Circo Voador passando pela Avenida Rio Branco:

E a outra de noite, no trajeto Botafogo-Laranjeiras-Praça do Pedivela (Lagoa):

(veja mais fotos no álbum do Flickr)

Para quem não ficou sabendo e quiser participar, sexta-feira tem mais! Não só nessa sexta, mas toda última sexta do mês às 18h rola Bicicletada, o ponto de encontro é na esquina da Praia de Botafogo com a São Clemente.

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Nessa semana, dei palestras sobre Linux para os alunos da Escola Técnica do Arsenal da Marinha (ETAM). O que é software livre, sua história, mostrando uma distribuição (no caso, o Ubuntu), essas coisas.

O combinado era que tivesse Internet no local, mas a rede era uma bizarra combinação de IP estático, Proxies e Rede Novell, então não consegui conectar na rede deles.

O que “salvou a pátria” foi o JoikuSpot, aplicativo para celulares Symbian que possuam wifi que transforma o aparelho num hotspot, isto é, roteia a conexão EDGE ou 3G para quaisquer outros aparelhos que utilizem rede wifi.
Ele permite que você entre na Internet com dispositivos que tenham wifi mas não 3G (como tablets N8×0, PSP, iPod Touch ou iPhone 1a geração) utilizando o fluxo de dados do celular.
O funcionamento é muito simples. Você instala o programa, dá um nome para a rede, escolhe se quiser uma encriptação WEP ou WPA (para terceiros não utilizarem a sua rede) e pronto.

O JoikuSpot pode ser também uma alternativa para utilização com notebooks, como fiz. Não dá para utilizá-lo por muito tempo, pois ele drena a bateria, mas pode ser uma alternativa aos modems 3G USB, já que hipoteticamente a bateria do notebook duraria menos do que a bateria do celular (ou seja, carregando os dois ao mesmo tempo, poderia-se utilizar por períodos indeterminados).

E sobre as bicicletas? Vários trabalhadores na ilha se deslocando com o veículo mais energeticamente eficiente e que não polui, já que a ilha é enorme. Legal, né?

Obviamente, fui para lá de bicicleta. Lá chegando, soube que não, não poderia entrar com ela. Não há bicicletário, e não pode prender nos postes do lado de fora (!). Não, não há exceções para palestrantes, que estão fazendo um favor à “hora do Brasil”. Naturalmente, não estava disposto a deixar minha bicicletinha na rua longe do Distrito Naval, pois a chance de perdê-la seria considerável. Quando estava quase me dirigindo ao Estacionamento Subterrâneo da Cinelândia, veio a solução mais simples, embora longe do ideal – para entrar na ilha, dobrei a bicicleta e deixei a no veículo grande, pesado e poluente do Sargento que me pediu as palestras.

Quanto ao assunto da palestra, o papo foi esse:

  • Contando um pouco de história: do ENIAC aos mainframes rodando UNIX na década de 70; salto para os IBM PC na década de 80
  • O que é esse tal de Linux? O Projeto GNU, kernel Linux, explosão com Internet. Idéia de distribuição Linux associada a um conjunto de peças Lego.
  • Idéia de software livre. Associação com o Firefox. Software livre não é gratuito, comparar com o Internet Explorer.
  • Ubuntu. Apresentação do ambiente GNOME, comparando com o Windows. Mostrar alguns programas, como o BrOffice.org e o GIMP.
  • Apresentar a interface do Ubuntu. Momento “Oh!” com compiz ativado etc.
  • Mas e os meus programas de Windows, como o AutoCAD? Apresentar o Wine e o VirtualBox.
  • Dúvidas?
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Ontem de tarde na faculdade desenvolvi um método bacana de mostrar suas últimas pedaladas no seu blog. Ei-lo:

  1. Crie uma conta no Twitter. O Twitter é uma ferramenta de microblogging, que se propõe a ser um lugar onde você escreve pensamentos, links ou o que estiver afim entre um post e outro do seu blog, limitado a 140 caracteres. Saiba mais sobre o twitter no blog Twitter Brasil.
  2. Comece a twittar sobre o que quiser e também sobre suas pedaladas, criando um padrão, preferencialmente começando com uma palavra-chave precedida de tralha (“jogo da velha”). O meu padrão é o seguinte: #bicicleta Origem-Destino: mmss“, distância x km, média de y km/h, máxima de z km/h
  3. O próximo passo é o Feed Rinse, que é uma ferramenta que permite filtrar feeds RSS/ATOM. (Não sabe o que são feeds? Este excelente vídeo do Common Craft explica direitinho.) Vá na sua página do twitter (twitter.com/usuario), copie o link chamado “RSS” (no pé da página, à esquerda), crie uma conta no Feed Rinse, clique em “Add feeds”, cole o endereço do feed do twitter em “Enter your subscription url(s) here” e clique em Import. Clique em “Setup Rules” para definir as regras de filtragem, troque “block the post” por “allow the post” e no campo de texto coloque a sua palavra-chave escolhida (por exemplo #bicicleta). Agora copie o link do feed filtrado, clicando com o botão direito no ícone à esquerda de “Twitter / usuario“.
  4. Finalmente, inserindo o conteúdo do feed no blog: cada sistema de blogs tem as suas peculiaridades, então este último passo varia caso a caso; no Wordpress, fui em Apresentação > Widgets, arrastei uma caixinha RSS para o menu lateral e inseri o endereço do feed filtrado lá. Pronto, cada vez que eu twittar algo com a palavra chave #bicicleta, o textículo aparecerá automagicamente na lateral do meu blog.

Claro que existem outras maneiras de fazer isso, mas achei essa a mais legal.

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