Arquivo de junho 2008

Não cheguei a comentar aqui no blog, mas o meu fone bluetooth da Nokia, comprado em fevereiro, que teci elogios mil foi gradativamente quebrando o plástico que o prende no ouvido, dos dois lados, até que, no final de março, um deles se rompeu. Acreditando ser problema de fabricação, pois sempre o utilizei normalmente, guardando na mochila e nem nunca ter deixado-o cair nem nada do gênero, fui esperançoso na assistência técnica aqui do Rio, a PLL Nokia. A assistência disse que nada podia fazer, pois não tinha peças para reposição. Depois de uma certa confusão sobre se enviariam meu fone ou não (alegavam que na nota fiscal faltava um certo número), desisti e fui na loja que comprei, Celular Station, e pedi que eles mesmos enviassem o fone para o fabricante para ver se consertariam ou trocariam por um novo.

Nada feito. A Nokia negou o meu pedido, alegando que o fone está quebrado e portanto a garantia não cobre. Além disso, não aceitou um pedido de orçamento por não ter peças de reposição e não efetuar reposição neste tipo de aparelho. Não vou nem entrar na questão da cobertura da garantia, vamos por um momento supor que deliberadamente quebrei a haste do fone. Então, devo descartar um fone de 249 reais por causa de um pedaço de plástico por que eles não têm estoque de reposição de peças? Ainda que eu tenha um quê de espírito metarrecicleiro e possa fazer uma gambiarra para continuar usando, é um absurdo.

Bem, consumidor insatisfeito “bota a boca no trombone”. Então, à partir de agora e até que a Nokia resolva consertar ou trocar meu fone, não recomendo fones bluetooth da Nokia.
Não existe uma lei que trata do período mínimo de peças de reposição dos produtos vendidos no país? Pesquisei o código do consumidor, que é bem explícito em relação à isso:

Código de Defesa do Consumidor
Artigo 32 - “Os fabricantes e importadores deverão assegurar a oferta de componentes e peças de reposição enquanto não cessar a fabricação ou importação do produto.”

Bom, me parece causa ganha, não é? Estou indo no PROCON agora.

Edit.: Audiência marcada para o dia 03 de setembro, às 16h30. Vamos ver o que vai rolar…

Postado da Celular Station no N95+SU-8W

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Ser o geek da família me traz atribuições como, por exemplo, fazer a manutenção nos computadores de todos os familiares, que são muitos (minha vó por parte de mãe resolveu ter 16 filhos! :D). Alguns deles rodam Linux, mas não todos, o que me faz algumas vezes ter que instalar o Windows. (oh! o horror :D) Assim, resolvi fazer um guiazinho o que instalo nas máquinas afim de mantê-las o mais livres quanto possível, isto é, rodando programas livres (ou, em última instância, proprietários porém gratuitos) no lugar daqueles que seriam comunmente pirateados.

Então vamos lá. Depois de instalar o Windows, instalar os drivers (sempre as versões mais novas, baixadas de outro computador ou utilizando um live-cd de Linux, nunca as do CD), rodar o Windows Update n vezes, instalo o seguinte:

  • Firefox - navegador de internet, alternativa ao Internet Explorer;
  • Thunderbird - correio eletrônico, alternativa ao Outlook e Outlook Express;
  • 7-Zip - des/compactador de arquivos, alternativa ao WinZip e WinRAR;
  • BrOffice - versão brasileira do OpenOffice, suíte de aplicativos de escritório, alternativa ao Microsoft Office (Word, Excel, Access, PowerPoint etc.)
  • aMSN - alternativa ao MSN e Windows Live Messenger, contendo a maioria dos recursos (conversa de voz, webcam, winks etc.)
  • Pidgin - mensageiro instantâneo multiredes, fala na rede do MSN, ICQ, Yahoo!, Google Talk etc., mais leve que o aMSN e ótimo para quem não quer todos os recursos do MSN. Na instalação, opto por instalar a verificação ortográfica em português, que instala o Aspell, uma alternativa interessante para verificar a ortografia de qualquer texto (é possível arrastar arquivos de texto para ele, ou enviá-los clicando com o botão direito e em “Enviar para”);
  • GIMP - editor de imagens em multicamada, alternativa ao Adobe Photoshop. Lembrando também instalar a documentação, que vem num instalador separado por não estar disponível em português;
  • Inkscape - editor de imagens vetoriais, alternativa ao Corel Draw!;
  • Scribus - editorador de textos, alternativa ao Adobe PageMaker. Necessária também a instalação do Ghostscript;
  • Fontes Liberation - 3 fontes livres (Liberation Mono, Sans e Serif), milimetricamente compatíveis às fontes Courier New, Arial e Times New Roman. Já configuro o tema padrão do Windows, Bloco de Notas e Firefox para utilizá-las.
  • VLC - VideoLan Client, player de vídeo leve e “toca-tudo”;
  • InfraRecorder - Gravador de CD e DVD, alternativa ao Nero Burning ROM;
  • Notepad++ - Um bloco de notas melhorado.

E também programas não-livres, porém gratuitos:

  • Adobe Flash, Shockwave e Air;
  • Microsoft Silverlight;
  • Avast Home;
  • Java da Sun, que já coloca por padrão um link na Área de Trabalho e no Menu Iniciar convidando o usuário a experimentar o OpenOffice, ótima iniciativa;
  • Foxit Reader, leitor de arquivos PDF, alternativa mais leve ao Adobe Reader;
  • CCCP - Combined Community Codec Pack, pacotes de codecs para tocar todos os tipos de áudio e vídeo sem problemas.
  • PowerPoint Viewer - O BrOffice renderiza bem os arquivos do Microsoft Office, mas em algumas apresentações de slides há uma brusca queda de performance, o que é crítico para quem vive mandando emails disso. Com o visualizador, mata-se o problema sem recorrer a pirataria.

Se você usa Linux, notará que não conhece alguns dos programas. Isto acontece porque, apesar de serem livres, só tem versões para Windows.

Se o computador é para o sobrinho, além do tio, também vão vários jogos livres de Windows… mas isso fica para outro post.

Postado de casa pelo lap

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E seguro, bem mais seguro que a sua senha de n caracteres. Hoje veremos como logar num servidor remoto via SSH sem a utilização de senhas, utilizando o conceito de chaves privadas e públicas.

No repositório de Ubuntu do Circo Digital que mantenho, tenho de constantemente fazer uso de transferências de arquivos para o servidor. Naturalmente, não uso FTP pela insegurança, prefiro fazer uso de SSH. O problema é que os pacotes são muitos e, como estou amarrado à uma conexão lenta (300 kbps de upstream), tenho de abrir uma conexão para primeiro enviar o pacote e depois os metadados. Naturalmente, seria um saco ficar digitando a senha do usuário do servidor toda hora, por isso procurei uma solução para automatizar o processo.

A idéia de não utilizar senhas para conectar num servidor parece insegura, e realmente o é se terceiros tiverem acesso ao seu computador. Como a minha paranóia não abrange espionagem industrial e se meu laptop for roubado o máximo que irá acontecer será o meliante ligar e dizer “que porra de Uíndoux estranho é esse?”, estou tranqüilo. A idéia é usar chaves encriptadas. Você gera um par de chaves (chave pública e chave privada), guarda a chave privada no seu computador e envia a chave pública para os computadores que você queira entrar sem utilizar senha. É o mesmo processo da criptografia de correio eletrônico.

Pois bem, vamos ao procedimento.

  1. Entre com o seguinte comando no console, para gerar o par de chaves: ssh-keygen -b 1024 -t rsa
  2. O ssh-keygen irá perguntar aonde você quer guardar sua chave, deixe o padrão $HOME/.ssh/id_rsa apertando ENTER.
  3. Agora ele lhe pergunta por uma senha. A autenticação das chaves pública e privada pode ser usada sem senha, o que é o nosso caso, ou utilizando-se de uma senha, para reforçar ainda mais a segurança. Ficamos no primeiro caso, e pressionamos ENTER para deixar a senha em branco e ENTER novamente para confirmar.
  4. Agora que a chave foi gerada, precisamos enviá-la para o servidor. Fazemos isso com o comando scp ~/.ssh/id_rsa.pub usuario@servidor:~/.ssh
  5. Chave enviada, temos agora de dizer para o servidor SSH que ela é uma chave de autenticação. Logamos no servidor (ssh usuario@servidor), digitamos a senha pela última vez :) e configuramos: cat ~/.ssh/id_rsa.pub >> ~/.ssh/authorized_keys && rm ~/.ssh/id_rsa.pub
  6. Finito! Agora você poderá logar no seu servidor com segurança e sem precisar digitar a senha a todo momento. Para uma maior segurança, você pode fazer uma cópia de segurança de todos os arquivos do ~/.ssh da sua máquina e desativar o login “normal” de seu usuário no servidor, assim mesmo que alguém descubra a senha do seu usuário, só poderá logar caso tenha acesso físico à máquina ou às suas chaves privadas.

Baseado no artigo do Dicas-L.

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Traduzi ontem com Bruno Tarin a Free Art Licence 1.3 final para português. Ainda não entrou no site oficinal Já é oficial: Licença da Arte Livre 1.3; está disponível também no Criei Tive Como.

A Licença da Arte Livre é uma alternativa a multicidade de licenças Creative Commons, sendo uma opção completamente livre (isto é, sem restrições de compartilhamento, como as licenças Creative Commons não-comerciais), criada pelo coletivo Copyleft Attitude junto com o pessoal da Free Software Foundation. Tecnicamente falando, ela se equipara a CC-BY-SA e a GFDL.

Fizemos também um modelo de Autorização de Uso de Imagem (odt) e imagenzinhas em 88×31 inspiradas nas da GNU FDL em português e em inglês (xcf, xcf):

Caso queira adicionar a imagem em português no seu site ou blog, faça-o com o seguinte código HTML:

<a rel="license" href="http://artlibre.org/licence/lal/pt/" target="_blank"><img alt="Licença da Arte Livre 1.3" style="border-width:0" src="http://betamultimidia.com/conteudo/lal1.3-pt.png" /></a><br>Esta obra está licenciada sob a <a rel="license" href="http://artlibre.org/licence/lal/pt/" target="_blank">Licença da Arte Livre 1.3</a>.

O link aponta para o site oficial, que ainda está com a versão em português anterior (1.2), mas eles devem atualizar em breve.

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Nessa semana, dei palestras sobre Linux para os alunos da Escola Técnica do Arsenal da Marinha (ETAM). O que é software livre, sua história, mostrando uma distribuição (no caso, o Ubuntu), essas coisas.

O combinado era que tivesse Internet no local, mas a rede era uma bizarra combinação de IP estático, Proxies e Rede Novell, então não consegui conectar na rede deles.

O que “salvou a pátria” foi o JoikuSpot, aplicativo para celulares Symbian que possuam wifi que transforma o aparelho num hotspot, isto é, roteia a conexão EDGE ou 3G para quaisquer outros aparelhos que utilizem rede wifi.
Ele permite que você entre na Internet com dispositivos que tenham wifi mas não 3G (como tablets N8×0, PSP, iPod Touch ou iPhone 1a geração) utilizando o fluxo de dados do celular.
O funcionamento é muito simples. Você instala o programa, dá um nome para a rede, escolhe se quiser uma encriptação WEP ou WPA (para terceiros não utilizarem a sua rede) e pronto.

O JoikuSpot pode ser também uma alternativa para utilização com notebooks, como fiz. Não dá para utilizá-lo por muito tempo, pois ele drena a bateria, mas pode ser uma alternativa aos modems 3G USB, já que hipoteticamente a bateria do notebook duraria menos do que a bateria do celular (ou seja, carregando os dois ao mesmo tempo, poderia-se utilizar por períodos indeterminados).

E sobre as bicicletas? Vários trabalhadores na ilha se deslocando com o veículo mais energeticamente eficiente e que não polui, já que a ilha é enorme. Legal, né?

Obviamente, fui para lá de bicicleta. Lá chegando, soube que não, não poderia entrar com ela. Não há bicicletário, e não pode prender nos postes do lado de fora (!). Não, não há exceções para palestrantes, que estão fazendo um favor à “hora do Brasil”. Naturalmente, não estava disposto a deixar minha bicicletinha na rua longe do Distrito Naval, pois a chance de perdê-la seria considerável. Quando estava quase me dirigindo ao Estacionamento Subterrâneo da Cinelândia, veio a solução mais simples, embora longe do ideal - para entrar na ilha, dobrei a bicicleta e deixei a no veículo grande, pesado e poluente do Sargento que me pediu as palestras.

Quanto ao assunto da palestra, o papo foi esse:

  • Contando um pouco de história: do ENIAC aos mainframes rodando UNIX na década de 70; salto para os IBM PC na década de 80
  • O que é esse tal de Linux? O Projeto GNU, kernel Linux, explosão com Internet. Idéia de distribuição Linux associada a um conjunto de peças Lego.
  • Idéia de software livre. Associação com o Firefox. Software livre não é gratuito, comparar com o Internet Explorer.
  • Ubuntu. Apresentação do ambiente GNOME, comparando com o Windows. Mostrar alguns programas, como o BrOffice.org e o GIMP.
  • Apresentar a interface do Ubuntu. Momento “Oh!” com compiz ativado etc.
  • Mas e os meus programas de Windows, como o AutoCAD? Apresentar o Wine e o VirtualBox.
  • Dúvidas?
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