Arquivo de março 2008

Logo do BookMooch

Através de uma twittada do meu amigo dpadua conheci o BookMooch, um site de trocas de livros. A idéia é simples: você adiciona os livros que tem e gostaria de trocar, colocando o autor, título ou código ISBN num sisteminha, e ganha 1 ponto por livro. Daí é só procurar pelos livros que você gostaria de ter e pedir para a pessoa lhe enviar pelo correio de graça, gastando um ponto, e fazer o mesmo caso alguém se interesse pelos seus livros.

É uma idéia bem interessante, e popular nos Estados Unidos, querendo se expandir pelo Brasil. O site encontra-se parcialmente traduzido, mas possui uma ferramenta para auxiliar na tradução que você pode ajudar, se desejar. Eu mesmo traduzi uma dezena de ítens que ainda não estavam prontos. O único senão do sistema (pelo menos para nós) é que só é possível adicionar livros que constem num catálogo online como os da Amazon, por isso só consegui adicionar livros nacionais mainstream, alguns menos populares não foram aceitos, mas é possível adicioná-los manualmente. O site também conta com widgets, então dá para colocar um quadrinho no seu blog com os livros que você está oferecendo ou aqueles que você quer trocar.

Enfim, é isso. Se você gosta de livros, sebos e gostaria de poder trocar livros, crie uma conta lá, adicione seus livros e boa sorte.

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Ontem de tarde na faculdade desenvolvi um método bacana de mostrar suas últimas pedaladas no seu blog. Ei-lo:

  1. Crie uma conta no Twitter. O Twitter é uma ferramenta de microblogging, que se propõe a ser um lugar onde você escreve pensamentos, links ou o que estiver afim entre um post e outro do seu blog, limitado a 140 caracteres. Saiba mais sobre o twitter no blog Twitter Brasil.
  2. Comece a twittar sobre o que quiser e também sobre suas pedaladas, criando um padrão, preferencialmente começando com uma palavra-chave precedida de tralha (”jogo da velha”). O meu padrão é o seguinte: #bicicleta Origem-Destino: mmss“, distância x km, média de y km/h, máxima de z km/h
  3. O próximo passo é o Feed Rinse, que é uma ferramenta que permite filtrar feeds RSS/ATOM. (Não sabe o que são feeds? Este excelente vídeo do Common Craft explica direitinho.) Vá na sua página do twitter (twitter.com/usuario), copie o link chamado “RSS” (no pé da página, à esquerda), crie uma conta no Feed Rinse, clique em “Add feeds”, cole o endereço do feed do twitter em “Enter your subscription url(s) here” e clique em Import. Clique em “Setup Rules” para definir as regras de filtragem, troque “block the post” por “allow the post” e no campo de texto coloque a sua palavra-chave escolhida (por exemplo #bicicleta). Agora copie o link do feed filtrado, clicando com o botão direito no ícone à esquerda de “Twitter / usuario“.
  4. Finalmente, inserindo o conteúdo do feed no blog: cada sistema de blogs tem as suas peculiaridades, então este último passo varia caso a caso; no Wordpress, fui em Apresentação > Widgets, arrastei uma caixinha RSS para o menu lateral e inseri o endereço do feed filtrado lá. Pronto, cada vez que eu twittar algo com a palavra chave #bicicleta, o textículo aparecerá automagicamente na lateral do meu blog.

Claro que existem outras maneiras de fazer isso, mas achei essa a mais legal.

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CopyleftTraduzi para português brasileiro a Free Art Licence 1.3, uma alternativa de licenciamento copyleft (semelhante à GNU GPL e a GNU FDL) para obras artísticas. Veja em Licença da Arte Livre 1.3 no Circo Digital.

Falando nele, comecei hoje o site/blog do Pontão de Cultura Digital Circo Digital, que abrigará meu trabalho pelos próximos 12 meses. Depois falo mais sobre isso.

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Gostei muito da idéia do blog da Nokia Área 95, uma promoção que vai dar um N95 (dentre outros prêmios não especificados e camisas “Nokia Nseries” para o segundo a décimo lugares) ao N95 “caseiro” mais criativo. Aí vai minha tentativa:

N95 caseiro do Nighto, de frente

Componentes:

  • Joystick, simbolizando o N-Gage;
  • Linksys PAP2T, simbolizando o VoIP;
  • Rádio FM (na verdade é um transmissor FM, mas é a única coisa que eu tenho que tem antena como esses rádios antigos);
  • Webcam, simbolizando a câmera frontal (na verdade, também dá para usá-la como webcam, mas só no Windows);
  • Mouse, simbolizando a possibilidade de controlar o computador via bluetooth. No Linux, uso o Amora;
  • Alto falante, que apesar do tamanho gera um som de qualidade razoável, bem semelhante aos alto falantes do N95;
  • MP3 player;
  • Pendrive. Sim, eu sei que o MP3 player acima pode ser usado como um pendrive, mas vários não podem, é para ficar explícito que o N95 funciona como dispositivo de armazenamento sem a necessidade de drivers ou cabos malucos proprietários;
  • Câmera. Minha primeira tentativa seria botar minha câmera (uma point-and-shoot da Canon, a PowerShot A460), mas me toquei que não teria outro dispositivo para bater a foto. Tentei com a webcam e ficou um lixo, então catei uma câmera daquelas analógicas descartáveis que tinha aqui jogado na prateleira sei-lá-porque-motivo;
  • Controle Remoto. Até botaria todos os controles remotos da casa, mas não seria tão engraçado, então vai o do Playstation2 que é pequenino;
  • Ciclocomputador, um Cateye Enduro 8. Tô devendo um review sobre ele;
  • E finalmente, um celular, o Nokia 1100 da minha mãe.

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N95 como ciclocomputadorDiz o pessoal do área 95 que o N95 tem 1001 muitas funcionalidades, e montaram um blog com uma ação que dará um para a pessoa que tirar uma foto engraçada juntando um monte de dispositivos separados (quanto mais, melhor!) que façam o que o N95 faz sozinho. Eu “descobri” mais uma funcionalidade: ciclocomputador.

Para quem não conhece, ciclocomputador é um dispositivo que fica acoplado à bicicleta que mostra a distância percorrida, sua velocidade atual, velocidade média, velocidade máxima, tempo de pedal, e em alguns modelos o gasto calórico, tudo isso através de um ímã que fica na roda da frente computando a quantidade de giros. É uma coisa bem bacana, mas o N95 poderia fazer tudo isso e muito mais, como traçar a minha rota em tempo real utilizando o GPS, enviando-a para a Internet e mostrando o trajeto no mapa na tela, através do programa gratuito Nokia Sports Tracker.

Mobile TwitterAh! Não é necessário um Segway para ser um blogueiro móvel: dá para fazê-lo com o navegador do aparelho, on-the-go, é claro se você conseguir se equilibrar e digitar ao mesmo tempo :D. Ok, não bloguei nada, mas bem que dei umas twittadas.

Fica a minha dica para o pessoal do Área 95: incorporar ciclocomputador e pedômetro (contador de passos) ao projeto do “N95 caseiro”.

Muito legal, né? Só uma restrição (que, agora, parece extremamente óbvia, mas que num primeiro momento não pensei): não use o N95 como ciclocomputador na chuva. - O quê, você deixou seu celular tomando chuva durante quase 1 hora?? Você é retardado? - Er, sim. Funcionou direito até a primeira meia hora, ou talvez quarenta minutos, quando entrou água no display, mas continou registrando a rota até o momento em que eu percebi que o display tinha ido para o saco e arranquei a bateria.

No fim das contas, o esforço todo foi inútil. A idéia era tirar fotos dos paraciclos da orla (para colocar no meu mapa de bicicletários e paraciclos da cidade) com uma câmera normal e cruzar os horários das fotos com a posição no mapa, mas ele não registra a posição a cada segundo, e sim dá “saltinhos”. Dá para entender melhor observando o mapa do sports tracker, principalmente dando um zoom.

E agora? Meu brinquedinho deu defeito, oh noes! <o> Que fazer? Marquei com @sternit no Oi Futuro e munidos de algumas ferramentas e muita coragem, dissecamos o bichinho e limpamos com álcool isopropílico, mas já era tarde, o estrago já tinha sido feito.

Dei entrada na assistência técnica (PCS Cell, no centro do Rio) no dia 06/03, e isto merece um capítulo parágrafo à parte. Lotada, com todas as ~40 cadeiras ocupadas e uma fila de gente do lado de fora, passa a nítida impressão de que a Nokia não dispõe de assistências técnicas em quantidade suficiente para a cidade, a despeito do excelente suporte técnico da própria Nokia, que entrei em contato via Internet no domingo e me ligaram no horário especificado na segunda (não pude atender) e na terça (quando me indicaram esta assistência). De qualquer forma, indo na assistência técnica no segundo dia consegui deixar o aparelho (no primeiro desisti devido à fila) para análise, o que levaria 7 dias úteis - na prática, só saberia da facada no dia 16/03.

Troca do display e placa do display: R$ 863,00. OUCH! Bom, de qualquer forma, é importante ter pensamento positivo. Comprei o celular por ~R$ 1100 no Paraguai quando ele custava o dobro do preço aqui no Brasil (desbloqueado, avulso e não-vinculado à planos de operadoras), e mesmo pagando os 800 e pouco do conserto ainda estou na média do preço cobrado hoje (R$ 1900). É isso. Conforme-se, Nighto! Ok, ok.


O texto que escrevi Trechos do texto que escrevi sobre as minhas impressões do Campus Party saíram no jornal RUAWEB.COM. Veja mais no blog da Hostnet.

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