Arquivo de fevereiro 2008

Magnatune LogoDesde que eu uso Ubuntu regularmente (o que irá fazer 3 anos agora em abril) uso como player de áudio o excelente Amarok. Já a algum tempo, ele é integrado a uma loja de músicas chamada Magnatune.

A Magnatune é uma loja de músicas que tem como lema We are not evil. Lá, você pode ouvir as músicas em alta qualidade antes de comprar os discos, que podem ser enviados pelo correio ou baixados diretamente em FLAC, OGG, MP3, WAV, AAC ou WMA, tudo sem DRM, pagando o preço que bem entender (a partir de $5), e ainda, segundo eles, pagando uma proporção justa aos artistas. Pois bem. Ocorre que eu geralmente não ouço as músicas no meu computador, e sim no meu N95. Daí precisava de uma forma de baixar as músicas rapidamente, para poder ouvi-las por aí.

Além de serem disponibilizadas comercialmente, as músicas são também paralelamente compartilhadas em MP3 128kbps com uma mensagem no final convidando o ouvinte a visitar o site sob uma disponibilização Creative Commons.

Cada página de álbum tem, no fim, um link para uma playlist XSPF como alternativa ao player de flash.

Para baixar todas as músicas de um determinado álbum, de uma vez, só fazer assim num terminal:

wget -q -O - link da playlist | sed -e ‘/annotation/d’ -e ‘/playlist/d’ -e ‘/track/d’ -e ‘/encoding/d’ -e ’s/<\/*location>//g’ | xargs wget -c

Por exemplo:

wget -q -O - http://magnatune.com/artists/albums/beatunder-intro/hifi.xspf | sed -e '/annotation/d' -e '/playlist/d' -e '/track/d' -e '/encoding/d' -e 's/<\/*location>//g' | xargs wget -c

Aproveite :)
Edit.: Adicionei um “-c” no wget, para resumir automaticamente caso já tenha baixado alguma parte do arquivo e tenha parado no meio por qualquer motivo.

Edit 2: Notei que músicas com uma aspa simples (como “don’t”) no nome do arquivo não são baixadas. Alguma idéia de como resolver?

P.S.: Mesmo que o post nerd te assuste, reserve um tempinho para passar lá e conferir as músicas mais populares, tem muita coisa interessante.

Fonte: Manifest Density

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O pessoal aqui da Hostnet pediu-me que escrevesse um texto para o jornal RUAWEB contando para um público não-techie como foi o Campus Party. Naturalmente, por ser um jornal impresso, não tem links no meio do texto. Aqui vou eu:


Aconteceu de 11 a 17 de fevereiro no Ibirapuera, São Paulo o Campus Party, um dos maiores eventos de informática já existentes no país. Apelidado pela mídia de “Nerdstock” e “São Paulo Fashion Geek”, reuniu 3300 pessoas que ficaram uma semana em palestras, mini-cursos e aproveitando a internet 5.5Gbps, 5500 vezes mais rápida do que a banda larga normal que temos em nossas casas.Apesar dessa internet de alta velocidade, houve muito mais upload do que download, isto é, tinha muito mais gente postando fotos e vídeos na internet, do que baixando coisas. Apesar da grande cobertura da mídia tradicional, foram os blogs que mostraram a sua força, as fotos e vídeos, as pessoas querendo mostrar para fora o que acontecia lá dentro. No Campus Party Livestream, página que registrava em tempo real a atividade que ocorria na Internet, mostra que houveram mais de 19000 postagens, seja de textos em blogs ou no twitter, fotos no flickr e vídeos no YouTube.

Abrangendo áreas como Software Livre, Games, Desenvolvimento, Música, Criatividade, Robótica, Blogs, Modding, Simulação e Astronomia, o evento contou com personalidades que deram palestras muito interessantes, como o astronauta brasileiro Marcos Pontes e o guru do software livre Jon ‘Maddog’ Hall, dentre muitos outros. Cada área fez ações muito interessantes, por exemplo a área de Modding (que seria uma espécia de “tunning” nos computadores, semelhante ao que se faz com carros) quebrou o recorde mundial de overclocking (prática que visa extrair o máximo de desempenho de um computador), as áreas de Software Livre e Games promoveram uma passeata pela Liberdade da Internet e pela Liberação da venda do Counter Strike. Como curiosidade, foi a primeira passeata liderada por um robô. A área de blogs, além de escrever extensivamente sobre o assunto, também produziu dois vídeos colaborativos, “amor dois ponto zero” e “#cparty of the twitter dead”.

O evento tinha também uma parte aberta ao público em geral, que chegou ao recorde de 50.000 visitantes, com novidades tecnológicas como a Reactable, projeto open-source de sintetizador de música eletrônica da Universidade de Pompeu Fabra (Barcelona, Espanha), as sandálias com GPS e tela LCD do Projeto Aphrodite, destinadas a prostitutas que caso se sentissem ameaçadas poderiam com as sandálias chamar a polícia, o Kick Ass Kung Fu, simulador de luta onde a imagem do jogador é projetada na tela junto dos inimigos virtuais que recebem socos e pontapés reais, o VirtuSphere, uma grande esfera metálica de imersão em abientes 3D virtuais, e outras mais. Haviam também empresas com ações de marketing muito interessantes, como a Red Bull Racing Experience, que era um simulador de stock car, e a CCE, que contava com uma artista personalizando notebooks e gabinetes de computador com grafites e estêncil.

Como neste espaço reduzido não é possível detalhar mais, convido-o a acessar esta coleção de links:

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Com preço sugerido de R$ 229, o fone bluetooth Nokia BH-501, disponível nas cores branca e preta, é uma boa alternativa para ouvir músicas do celular sem fios. Ao contrário de outros modelos de fone bluetooth estéreo, este fone possui microfone embutido, ou seja, você poderá atender ligações além de ouvir música. Veja abaixo o review que faço sobre este fone.

Não possuindo quaisquer fios, este fone dobrável posiciona-se confortavelmente (pelo menos num primeiro momento) sobre o ouvido com uma aba de silicone. Depois de um certo tempo, começa a incomodarEntretanto, notei que após um longo tempo utilizando-o (por longo tempo, entenda 3 horas contínuas) ele passou a incomodar, talvez pela aba do óculos passar exatamente pelo mesmo local.

Apesar da página da Nokia constar apenas a compatibilidade com os celulares Nokia 5200, 6085, 5700 XpressMusic, E90 Communicator, N73, N95 e N73 Music Edition, este fone é compatível com quaisquer aparelhos que suportem o Bluetooth A2DP, isto é, qualquer telefone que suporte fones bluetooth estéreo. Além disto, ele não suporta o AVRCP, isto é, não permite que se mude as músicas pelo fone.

O fone possui 3 teclas, todas localizadas na parte direita do aparelho. Além de duas teclas para diminuir e abaixar o volume (com um e dois pontinhos, respectivamente, para reconhecimento táctil), tem uma terceira tecla multi-funcional, utilizada para ligar e desligar o aparelho, realizar o primeiro pareamento com o telefone, atender e/ou recusar chamadas entrantes, rediscar números ou realizar chamadas falando o número da pessoa. Estas últimas funcionalidades dependem dos recursos do aparelho (ou seja, nem todos os aparelhos suportam), mas testei-as sem problemas em um N95.

A utilização é muito simples. Para ligar o aparelho e pareá-lo, seguramos a tecla-multifuncional, que piscará em azul para indicar que o aparelho está ligado e depois alternadamente em azul e vermelho, indicando que podemos realizar o pareamento. Para isto, basta ir na opção “Bluetooth” do aparelho (no caso do N95 indo no menu Ferramentas, Bluetooth, Dispositivos pareados (a aba da direita), Opções, Novo dispositivo pareado). Após inserir a senha (PIN) padrão 0000, todo o áudio que sairia pelo fone do aparelho é roteado para o fone. Após todo este procedimento, basta que estando o fone ligado e o telefone com o bluetooth ativado, a conexão é reestabelecida automaticamente, isto é, o processo de pareamento ocorre apenas uma vez. Isto acontece porque o fone grava até 10 aparelhos conectados na memória e estabelece contato automaticamente com o primeiro que entrar na bolha de contato (aprox. 10 metros sem barreiras mas, na prática e em condições normais, geralmente cerca de 3 a 5 metros).

Quanto a qualidade sonora, é excelente para este tipo de fone, com boa relação entre graves e agudos, porém aquém da qualidade de um fone in-ear por exemplo. Cabe lembrar que fones bluetooth funcionam com uma tecnologia de streaming, então se você ficar muito longe do telefone, ou se houver algum tipo de interferência, o som irá dar uma “engasgada” e continuar depois “atropelado”, mais ou menos como o buffer de streaming de vídeos normais no computador. Às vezes, quando essa quebra é muito rápida, ao invés de “atropelar” o som, ele “sobe meio tom”. Isso às vezes acontece quando boto o celular no bolso da mochila enquanto carrego um notebook na parte de dentro, dá alguma interferência mas é raro, e não é nada muito grave, dá para se acostumar. Pelo que tenho visto, é algo que acontece com todos os fones bluetooth estéreo. De qualquer forma, algo que considero uma regra geral com bluetooth é: se você está contente com o fone com fio, que geralmente vem junto do telefone, fique com ele.

Para acabar, além dos três botões localizados no lado direito, há também a entrada de som do microfone e o plug do conector, que é o mesmo da maioria dos celulares Nokia atuais, vulgo “conector Nokia fininho”. Isto significa que caso você tenha um celular Nokia desses mais novos, poderá carregar o fone bluetooth com o mesmo carregador do celular, e terá ganhado um carregador extra de brinde. Tudo isto se localiza do lado direito pois a bateria fica no lado esquerdo. Ela tem uma duração de até 11 horas de uso ou até 150 horas em stand-by (ligado, pareado, mas sem transmissão de som), e pelo que já usei até agora, é uma estimativa verdadeira.

Quando o adquiri, estava com um certo receio de que ele atrapalhasse o uso do capacete, o que utilizo sempre que ando de bicicleta, mas isto não acontece.

Em resumo:

Prós

  • Baixo custo e qualidade superior de som comparado com outros modelos populares
  • Microfone embutido

Contras

  • Não poder passar as faixas no tocador de músicas

Veja mais no álbum do flickr:

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Única bicicleta no bicicletárioDepois do estágio, fui chamado ontem às pressas para um freela na Carioca. Como estava de bicicleta, resolvi passar no estacionamento subterrâneo da Cinelândia para deixar minha bicicleta em segurança.

Vazio, trancado, com apenas uma das quatro lâmpadas ligadas (pelo menos economizam energia!), num canto desprezado do estacionamento. Será que o que afasta os clientes em potencial são os (abusivos?) R$ 2 a hora ou simplesmente a falta de divulgação do lugar, que fez a estrutura simplesmente para ganhar a licitação e construir o empreendimento?

Mistério…

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Não sei bem como começar a falar sobre o evento. Citando o cineasta Marquês de Casanova (!), uma das figuras mais caricatas que apareceram no evento, o Campus Party representa hoje o que foi a Semana de Arte Moderna em 1922 (!!!). Exageros à parte, vamos ao que foi o evento, que ocorreu de 11 a 17 de fevereiro de 2008 no prédio da Bienal no Parque do Ibirapuera, São Paulo.

Fazendo programa na fila

No começo, espera de 2 horas na fila (tive sorte, teve gente que ficou até 6h sob o sol), devido à organização dos crachás ter sido feita exatamente como a espanhola - em ordem alfabética do primeiro sobrenome. Para mim até que isso não é um problema, mas veja por exemplo o nome do meu irmão - João Pedro de Araújo Pereira - aonde ele está? na letra A, P ou mesmo D? Vendo que não ia funcionar dessa forma, resolveram organizar, manualmente, por ordem dos nicknames. Lá fui eu, então, para o N (de Nighto, ora pois). E quem não lembrava seu nick? Para completar, o sistema de cadastro não foi configurado para ser exclusivo, isto é, era permitido que houvesse mais de uma pessoa com o mesmo nick (Será que tinha algum clone meu lá? Espero que não). Em suma, foi bem complicado entrar no evento, esta foi a maior falha (talvez a única, diga-se de passagem), algo que os organizadores humildemente pediriam desculpas ao fim do evento.

Logo após, indo ao balcão destinado a pendências como o meu caso, que não pude pagar a alimentação (R$ 100 por café da manhã, almoço e jantar) antes, mas gostaria de fazê-lo naquele momento (como era dito que seria possível na página do evento), fui surpreendido, naquele momento e nos dias seguintes, de que não haveria esta possibilidade. Como o preço das comidas “avulsas” estava levemente inflacionado - R$ 10 por um sanduíche ou cachorro-quente com refrigerante, ou R$ 7 por uma bola de Lasanha no microondas do estande da CCE no Campus Partysorvete (ainda que Häagen-Dazs) - dirigi-me ao supermercado mais próximo, que ainda que tivesse preços levemente maiores do que o normal (já que o Parque do Ibirapuera, onde se realizou o evento, encontra-se numa das áreas nobres de São Paulo) e comprei lá minha alimentação. Já que não tinha geladeira (mas tinha microondas no estande da CCE, uma ótima iniciativa diga-se de passagem), voltei ao evento com um carregamento de junkfood. Certamente isto, aliado ao forte ar condicionado do prédio da Bienal, foram os causadores da gripe que peguei na quarta. Mas voltando.

Touro mecânico da HackerteenO evento estava dividido em duas partes. A primeira, no primeiro andar, aberta ao público em geral, tinha estandes de empresas em geral bem interessantes, por exemplo a RedBull com um simulador de corrida stock car, a TAM com Nintendo Wii freeplay e a 4Linux/HackerTeen com um touro mecânico - quem ficasse mais tempo ganharia cursos das empresas. Barracas em cima, barracas em baixo. Computadores no meio.Já o segundo e terceiro andares, restrita aos 3.300 campuseiros que pagaram R$ 100 para passar a semana no evento, contava com palestras e minicursos das mais diversas áreas, 900 barracas para os 1.800 que escolheram dormir lá e, não menos importante, bancadas e mais bancadas com cabos de rede que davam acesso à conexão de 5.5Gbps.

Ao total, entre os campuseiros, organização e imprensa, o evento em si teve 5.500 pessoas. A cobertura da imprensa, com notáveis exceções, foi fraca (apesar de constante) explorando muito mais as falhas e o lado freak dos nerds presentes do que as coisas boas. Temos um belo exemplo aqui. Aliás, compartilho a opinião com alguns blogueiros de que o “aquário” da imprensa - área destinada aos jornalistas foi um erro - Jornalista mesmo, com maiúscula, sentaria junto dos blogueiros para enviar suas matérias, como alguns fizeram. Este texto do Observatório do Direito à Comunicação resume bem a questão.

Jacaré Banguela de dinossauro no aquário dos jornalistasAliás, dentre os blogueiros, ou melhor, em seus debates e palestras organizadas, o assunto não fugiu muito da (sempre ela!) monetização e da rixinha entre blogueiros e jornalistas. Acho meio piegas (e posso falar pois eu mesmo já fiz) blogs com 2, 3 comentários terem 4 tarjas do Google Adsense, completamente desnecessário. Por um outro lado, apesar de algumas brincadeiras muito boas (como o Jacaré Banguela vestido de dinossauro e dando uma sacanaeada com os jornalistas, e os adesivos de dinossauro colados na parede do aquário), o debate não passou muito disso. Ao contrário da atividade intensa no twitter, flickr e nos próprios blogs, como mostrou o Livestream do blogblogs.

Crachá do Nighto no Campus PartyViver lá por 7 dias na Nerdstock foi, em suma, uma experiência memorável. Não (tanto) pela conexão ultra-rápida, mas certamente pelas palestras, cursos, festas, por conhecer blogueiros que eu acompanho há tempos via feed (nem cito nomes pois a lista seria muito extensa); em suma fazer amigos (as marias nerdeiras meninaquejoga, raquelcamargo, s1mone e tantos outros sem-link).

É isso. Enquanto estive lá, tirei muitas fotos - mais de 500 - que estão no meu flickr (Se preferir, pode também ver em slide-show). Resolvi também experimentar o twitter, e acabei descobrindo que é uma ferramenta fascinante. Veja meus posts minhas twittadas aqui.

Encerro aqui com alguns números do Campus Party, que peguei (e remixei) do Radar Cultura:

  • 24 TB de download por dia!
  • 3.300 participantes (campuseiros)
  • 5.500 pessoas credenciadas, entre participantes, parceiros, expositores, produção e imprensa
  • 1.800 acampados
  • Público circulante estimado: 50 mil pessoas
  • Campuseiros de 18 países
  • 77% homens e 23% de mulheres
  • 23 anos foi a idade média dos campuseiros
  • 500 jornalistas credenciados
  • 20.400 refeições
  • 2.800 computadores
  • O tráfego da rede foi composto por 70% de uploads e 30% de downloads
  • 25 km de cabo de rede de Internet
  • 26 km de cabo de rede elétrica
  • 9 km de fibra ótica
  • 14 km de cabo de vidro
  • 4 mil tomadas
  • Mais de 3 mil pessoas trabalhando
  • 750 mil volts, o equivalente a uma pequena cidade
  • 18.500 posts em blogs, twitter, youtube e flickr mapeados pelo livestream
  • Seminário Nacional de Inclusão Digital: Carta do Ibirapuera sai às 18h de sábado
  • 800 professores capacitados pelo projeto Escola Conectada
  • Segurança interna de mais de 100 agentes
  • Mais de 300 oficinas
  • 200 mil visitas online ao site oficial
  • 130 mil visitas online ao blog oficial

Participação por área:

  • Software Livre - 23%
  • Games - 16%
  • Desenvolvimento - 15,5%
  • Música - 11%
  • Criatividade - 9%
  • Robótica - 7%
  • Blog - 6,5%
  • Modding - 5%
  • Simulação - 4%
  • Astronomia - 3%

Que venha o Campus Party 2009!

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